Cupidos e Querubinas

9 de julho de 2010

“Você era um cupido e foi expulso do céu por contrariar a primeira claúsula petrea: não se apaixonar.”

Essas palavras ecoavam em sua cabeça. Conheceu toda sua história. Agora lembrava ou pelo menos sua mente parecia ter lembrado. Como era o chefe da legião cupidíca e se apaixonou por uma querubina. Paixão descoberta e não concretizada. Ambos perderam tudo. Memória. Asas. Poderes. Jogados na terra para viver como humanos.

Até que um dia, um ex-serafim contou-lhe sua história.

Pensou em procurar seu amor. Mas não sabia nem por onde começar. A vida toda sem saber de nada. Será que ela já fora avisada. Será que sabia? Se lembrava.

O serafim ainda lhe disse que um poder lhe restara. Ele possuia um veneno em seus dentes que era capaz de fazer qualquer mulher se apaixonar por ele. Fazia efeito por 4 anos. Agora algo fazia sentido em sua vida.

Com ajuda do anjo, aprendera a soltar esse veneno. E usar outros poderes sensoriais menores que só os ex-anjos possuíam. Desocbriu que se os dois se encontrassem Deus deixaria o amor continuar por toda eternidade…

E agora a busca começa…

Pra recuperar o amor, as asas, aureolas, poderes…e tudo mais. De volta ao céu.

Pequena Princesa

19 de abril de 2010

Todos que me conhecem, sabem que a maioria dos textos daqui são autobiograficos, e muitas das declarações são pra mesma pessoa. Hoje mudarei o foco.  Quando ela ler saberá…vocês não.

Por muitos anos quis dizer tudo isso, você seguia em seu mundinho, seu pequeno planeta. Fazendo as coisas ficarem iguais nos mínimos detalhes. Era como o ‘pequeno principe’ versão feminina. Precisava realmente voar e conhecer ares novos.

Eu costumava descrever sua vida como uma mesa de trabalho, ou mais condizente, uma prancha de arquiteto. Mas daquelas em que cada coisa está no seu lugar, sem nada torto, nada desorganizado. Como um nado sincronizado estático.

E eu, oposto disso tudo, com a minha vida tão confusa quanto a América Central apareci. Parecia uma criança quando viu a sua ‘mesa/vida’ e simplesmente bagunçou tudo, derrubou tudo, e você tinha o prazer de arrumar. Por isso a gente se dava tão bem…

Paixão. Loucura. Riscos. Sonhos.

Uma pena eu ser ‘instável’ como você repete diariamente desde então.


Na minha ultima ‘reviravolta’, simplesmente virei as costas e fechei a porta. Deixando você com sua bagunça e aquele olhar de WHat The Fuck?

Fúria. raiva. ódio. frustração.

Mas como uma pessoa super certinha, perdoaste. Apenas bons amigos…

Arrumaste sua mesa, decidiste encontrar a pessoa ‘ideal’. Aquele que avisa que algo está torto, que te corrige, te ajuda a arrumar. Felizes para sempre?

Sorrisos. Beijos. Te Amo. Forever.

Mas o certo, o estável não era tão estável assim. Sem explicação cansou de tudo e de todos. Hasta La Vista, Baby.

Raiva. Fúria. óDio. Frustação.

Você mesma desarrumou a mesa. Atirando os ‘objetos’ nas paredes. E agora?

Ainda estou aqui. Não sou mais criança. Não sou mais um furacão. Apenas um leve brisa. Ainda com sonhos impossíveis e planos mirabolantes. Mas acredito ser o que você precisa. Um pouco de aventura, agora com pitadas de moderação.

Quem viu meus últimos relacionamentos, acredita que sou o freio de mão só você sabe que não.

(Agora lembrei daquela música dos Engenheiros do Hawaii: “Cansei de alimentar os motores Agora quero freios e air-bag”)

Bem, Pequena Princesa, fica aqui a sugestão. Ainda bons amigos?

*qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência*

Ps. Se ficares com raiva de expor sua vida assim, me desculpe. Mas provarei por A + B que estou certo. Em outro post.

Ps²: Sei que estou me dando muita importancia, mas o texto é meu e faço como quero.

O maior amor do mundo

14 de abril de 2010

Admito que tive paixões momentaneas. Algumas até duradouras. Mas não deram muito certo. E nesse tempo todo, meu verdadeiro amor estava lá.

Eu tinha apenas 9 anos quando me apaixonei de verdade. Não queria admitir aquela paixão. Já tinha um outro amor. Meu coração era preto e branco, sempre foi.

Mas aqueles de branco, como se fosse médicos, tomaram conta e pronto.Virei torcedor do Santos Futebol Clube.

Nesses 18 anos, tivemos algumas brigas, várias alegrias, momentos em que ficamos meio longe um do outro, mas sempre nos amando.

Mais ou menos como a música, entre tapas e beijos.

Sei que são apenas 18 de 98. Mas eu chorei e sorri ao seu lado, sofri longe das vitórias, comemorei cada gol. Xinguei laterais fracos, gols perdidos. Elogiei os grandes meias, grandes defesas e atacantes frios.

Vi Paulinho e Guga. Vi Giovanni, o guerreiro dos cabelos de fogo.Vi Edmundo e Rincon. Vi Dodô e Deivid. Robinho e Diego. Ricardinho e Elano.Vi o Messias destruir o time de Tevez e depois anularem o jogo. Chorei a ida de Robinho, vibrei com a volta. Vi Zé Roberto, o zé da Vila. Vi Kléber Pereira, meu conterraneo. Vi Neymar e Ganso. E verei muito mais…

Comemorei títulos, chorei derrotas. Odiei Neto e Marcelinho Carioca com a camisa branca, minha camisa branca. Vibrei com a chegada de Ricardo Oliveira, Edmundo, Carlos Germano, idolos em outros times.

Mas os meninos sempre foram da Vila. Sempre.

Tantas tarde e noites com o ouvido colado no radinho ou os olhos na TV. Agora internet.

Parabens e obrigado por tudo, Santos!

Santos Futebol Clube, 98 anos em 14/04/2010

E assim continuamos nos amando.

Relacionamentos – Arnaldo Jabor

24 de março de 2010

Hoje vou colocar um texto de Arnaldo Jabor que li em algum lugar. Acho que pode até ser que o texto nem seja dele, mas é legal!

RELACIONAMENTOS…

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
– Ah,terminei o namoro…
– Nossa, estavam juntos há tanto tempo…
– Cinco anos… que pena… acabou…
– É… não deu certo…
Claro que deu!
Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… e se o beijo bate… se joga… se não bate… mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar… ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração…
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias..
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar… Ou se apaixonar… Ou se culpar….
Enfim…. quem disse que ser adulto é fácil?

(Arnaldo Jabor)

Poema de Domingo

3 de janeiro de 2010

Será que eu sei fazer uma declaração de amor? Vou tentar!

PAIXÃO OU FELICIDADE

(George Raposo)

Se eu disser que não sei viver sem você

Pode pensar que é exagero ou coisa parecida

Mas o que eu sinto agora ninguém pode entender

Você já é parte da minha vida

Quando os pingos da chuva batem na janela

E eu não tenho sua voz ao meu ouvido

Talvez você não seja a mulher mais bela

Mas é a única que fez fazer sentido

Se eu disser que você hoje é tudo para mim

Pode parecer loucura ou insensatez

Mas o que eu sinto agora é o que me faz sorrir

A lua está ali parada olhando outra vez

Quando a chuva vai embora e fica aquela solidão

Vejo o seu retrato na minha carteira

Talvez o silêncio faça parte do meu coração

Mas com você a vida parece uma brincadeira

Se eu disser que seu olhar é o que preciso

Pode parecer paixão ou mesmo felicidade

Mas tudo pode acontecer quando o seu sorriso

Mostra o caminho da minha verdade

Se eu disser que te entendo

Se eu disser que amo você

Talvez ninguém consiga acreditar

Talvez ninguém consiga perceber

Que sempre amarei você

Ah! Acho que ficou até legal!

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