Refrões, amores e strikes

10 de abril de 2011

Eu estava em casa ouvindo as músicas que me faziam lembrar de várias outras horas e uma cantora afirmava que eu falava quase tudo da boca pra fora, outra banda dizia que eu era uma garota 70%, mas continuava tudo como estava, eu dedilhando as mesmas músicas no sofá sem me importar.

Ah, meu sorriso não era cínico, era só o riso passageiro de quem ora era toda sim, ora era recheada de não. Não precisava cantar tudo isso pra mim, eu nunca escondi a delicadeza e a frieza de um sorvete de morango em 168 centímetros puros de insatisfação, oras!

E 30% em juros é mais do que suficiente para levar qualquer um a falência, sabia?! As mesmas voltas em torno de números, daqui a pouco uma equação que encontrasse um X milagroso que fosse meu strike e te derrubasse, desculpa pela verdade.

Veja bem que não é por maldade, justo o contrário: por amar demais eu sou assim, só preciso parar de jogar bolas nas canaletas.

Stop com Beatles songs.

13 de setembro de 2010

Imagens bonitas ou nem tanto. Sem muitas palavras. Só pra dizer.

i wanna hold you hand...

I don't know why you say goodbye I say hello

Como a gente faz pra esquecer qualquer coisa se as músicas dos Beatles nunca param de tocar na minha cabeça??

nada tanto assim.

11 de setembro de 2010

Praia deserta. Lá estava eu. Tentando lembrar de tudo que não sei. Daqueles momentos felizes. Do seu sorriso por ali, em todos os lugares. Enquanto isso você passeia por aí, com amigas que não conheci. Talvez se perca em bocas estranhas e abraços apertados.

Nosso cotidiano é diametralmente oposto. Eu acordo cedo, tomo café e leio jornal. Você vai dormir a essa hora e se perde em filmes europeus. Chatos e tediosos, quase como o tempo em que eu jogava gamão com meu tio-avô.

Tudo só muda quando a gente se encontra. Se perde. Se beija. O dia se transforma em amor. Paixão. Dias assim. É engraçado ver como a gente tenta juntar nossas sombras numa dança juvenil e sensual. Mas quem poderá apagar a luz?

Você está sorrindo. Eu de cara fechada. Quando o contrário acontece, a vida parece uma cena de novela. Você finge que não me conhece, nem me ama. Mas quando tudo se desliga é pra mim que você liga, passar a noite com você.

Post inspirado na música do caro @pedrovenancio. Da banda Pedra Polida de São Luís-MA.

Velhas Virgens

31 de agosto de 2010

Sei lá. Às vezes eu sou assim, meio velha virgem – a banda. Não quero saber. Já me disseram que eu gosto de porcaria. Bandas desafinadas ou coisas assim. Mas essa banda é demais. E Essa música é de rasgar o peito, mesmo apesar de tudo.

Bêbado, Rouco e Louco
Velhas Virgens

Hoje eu encontrei
Um velho retrato seu
Por onde andarão os olhos
Que um dia foram os meus?
A rua sem você
Vazia é quase nada
Escura, suja e triste
Recordação maltratada
Maltratada

Bêbado, rouco e louco
Eu danço entre os carros
Na marginal congestionada
Grito, blasfemo
Paixao e ódio
Mágoa, desprezo
Uma mulher não vale nada
Não vale nada (2x)

Os dias passam sedentos
Nessa imensa mesa de bar
Copos vazios que brindaram saúde
A quem já não me quer mais
Não me quer mais
Não, não quer mais

Bêbado, rouco e louco
Eu danço entre os carros
Na marginal congestionada
Grito, blasfemo
Paixão e ódio
Mágoa, desprezo
Uma mulher não vale nada
Não vale nada (3x)

Toma um fósforo, acende o teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga
Escarra nessa boca que te beija!

Não vale nada (4x)

Los Hermanos e Eu.

5 de agosto de 2010

Maldito seja o dia que conheci Los Hermanos. Eu era apenas um garoto de 15 anos com espinhas no rosto e aparelho nos dentes. Mas foi num single na Revista Showbizz que veio com Anna Júlia em 1998. Pronto. Já era. Hipnose compulsória.

Nessa época, eu não tinha música pra rompimentos. Não tinha tido rompimentos. Nem desilusões amorosas. Nem corações partidos. Apenas desvirginava mocinhas inocentes, me dizia cristão e nem sabia rezar.

Então logo resolvi que tinha que procurar uma Anna Júlia pra ser meu amor. Ficar longe de qualquer Bárbara. E inventar uma ex chamada Aline. Mas aí eu encontrei você. Em pouco tempo, vi que realmente alegria era olhar seu sorriso e ter você ao meu lado.

Conheci o verbo Fenecer. Comparei você a todos os meus amores de Primavera. Dos outros carnavais, com as mesmas fantasias. E percebi que Todas as cançoes que eu fiz, fiz pra ti, Princesa. E então pude cantar as músicas sobre ser largado por você. Meu novo objetivo de vida era saber exatamente qual era a dor de ter e perder alguém. Uma lágrima escorrendo pelo peito poderia fazer algum sentido. Todo essa azedume no meu peito.

Então veio o segundo álbum. E meio que pra finalizar o meu primeiro amor. Veio Todo Carnaval Tem seu Fim. Hora de partir pra outra.

Agora a coisa era mais sofisticada. Não era mais amores primaveris. Conquistas agora tinham que ser mais elaboradas. Mesmo assim vi que nem sempre A Flor faz seu efeito. E então como num passe de mágica eu vivi o óbvio utópico, te beijar. Sabia que já era. Assim seria, por um bom tempo.

E então você cantou pra mim, qualquer coisa assim sobre você. Tristeza nunca mais. E eu então era tão Sentimental quanto você. Tínhamos todas as ferramentas pra sermos o casal mais feliz do mundo. Então eu fiz mais uma canção. Como assim? Eu tinha prometido a minha Princesa que todas seriam pra ela.

Nessa hora pesei tudo. O jeito que você queria me guiar. Tomar o meu guidon. E as milhares de vezes que mesmo com você eu me sentia tão sozinho. Pra melhorar nosso relacionamento resolvemos fazer aulas de francês. Inutilmente.

Mas como sempre eu faço uma burrice. Liguei pra Primeira. E ela me disse: “Veja bem, meu bem. Sinto te informar que encontrei alguém pra me confortar”. Fingi na hora rir. Deixa estar. Assim será. Depois disso tudo, vi que não dava mais, Segunda. Dessa vez eu que resolvi dizer. Adeus você!

Hora de recomeçar tudo de novo mais uma vez. Tudo começou quando minha mãe virou pra meu pai e disse: “Mesmo quando ele consegue o que ele quis, Quando tem já não quer
Acha alguma coisa nova na TV. (O que não pode ter). E deixa de gostar Larga mão do que ele já tem Passa então a amar Tudo aquilo que não ganhou”

Chorei. Nunca uma música me definira tão bem. Agora não tinha mais romance. Tinha que mudar de vida mesmo. Ser outro cara. Comecei a ter uma calma impressionante, me exibia pra solidão. Gostava disso. Então, já acostumado a ser sozinho, foi num samba que a conheci. Já não sambo mais em vão. Era uma paixão indescritivel. A maior de todas. Que era percebida pelos outros nos lugares mais insólitos. Como quando eu via jornal na fila do pão. Você me ensinou a ser o Vencedor. Nunca mais tropeçar a cada quarteirão. Agora já tinha alguém pra dividir meu coração exibido.

VocÊ sempre foi um bom motivo pra tudo atrasar. Deixar o verão pra mais tarde. Então era quase uma vida de casado. Você preparando a mesa do jantar. Cachorro, pijamas, café na cama. Até que o cachorro fugiu. Fiz aquele anúncio e ninguém viu Pus em quase todo lugar a foto mais bonita que eu fiz, você olhando pra mim. E nada. Nunca mais. E então o castelo ruiu.

Pensei que poderia ser o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Nós dois. Logo, percebi que seu coração não te deixa amar. Eu cansei. Sobrou bem pouco do nosso amor. E não adianta você vir e perguntar onde o barco foi desaguar. Essa conversa não levará a nada. Eu logo disse que queria dançar com outro par pra variar, amor! Só pra variar. Resultado: eu fiquei trancado na rua. Era o fim do nosso amor.

Decidi tirar um tempo pra mim, velejar. Sumir do mapa. Ver o horizonte distante de longe. Seguir. Apontar pra fé e remas. Navegar sem rumo. Sem você. Aos poucos a saudade dela ia passando. Então, um dia pensei. Manda avisar que esse daqui tem muito mais amor a dar. Encontrei a Morena dos meus sonhos. e pra ela eu prometi todo amor do mundo. Sem ninguém pra atrapalhar. Parece que o amor chegou aqui.

Ela era perfeita. Entendia meus problemas. Minhas birras, cismas, imbroglios e quiprocós.

Num dia qualquer eu sonhei com noivas, veus e grinaldas. Passaros tão belos. Era um sonho tão bonito, eu acho. Eu e você à beira mar. O Mar meu velho amigo.

Então numa carta com uma letra familiar eu li: “eu preciso andar um caminho só. vou buscar alguém que eu nem sei quem sou. Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você. Ps. guarde um sonho bom pra mim”

Pois é. Hoje eu só levo a saudade, Morena, e é tudo que vale a pena.

Então o que eu tinha que fazer? Hein Hein? Voltar pro meu amor verdadeiro. A Segunda. A única que me amou de verdade. A única que me fez dizer: Adeus você.

Resolvi que a música perfeita era Condicional. Pois Quis nunca te perder Tanto que demais
Via em tudo o céu Fiz de tudo o cais. E sempre repeti que era um doce te amar, o amargo era querer-te pra mim.

“Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas.”

E então essa é a história entre Los Hermanos e Eu. Minha vida.

assim é a vida real…

4 de agosto de 2010

“Ele trabalhava no posto de gasolina
Ela era filha mais bela da família mais fina
Um dias eles se encontraram numa dessas esquinas
E Nada aconteceu. Nada Aconteceu.”

Humberto Gessinger

Música da Semana

21 de julho de 2010

Amores virtuais, ou melhor, pessoas que se conhecem pela Internet, ou melhor ainda, pessoas que já viram mas por mil motivos nunca se falaram e resolvem se conhecer melhor pela Internet. Redes Sociais. mIRC. ICQ. MSN. Orkut. Twitter. Facebook. Qualquer que seja.
Pra nós, timidos. Foi a melhor invenção da história. Não sou bom com telefones. Não ouço tão bem quanto precisava. Já passei mais de 10 horas no telefone madrugada adentro só por passar, só pra ouvir a voz dela. (Acho que todos já fizeram isso). Mas os bate-papos e coisas do tipo ajudaram bastante. Claro que já passei por momentos constrangedores nesses ‘blind dates’, e do jeito que o mundo anda é até uma coisa perigosa. Mas eu gosto. E agora é mais fácil. Fotos e mais fotos em mil e um lugares.

Sim. Mas esse não é um texto e só uma introdução da música da semana.

Bad Religion – I Love My Computer.

Ele fala dessas facilidades modernas com uma critica bem velada. “Tudo o que eu preciso fazer é clicar em você E nós estaremos juntos da maneira mais desalmada. E nós nunca arruinaremos o dia um do outro Porque quando estou cheio eu só clico E você vai embora”

I Love My Computer
Bad Religion

I love my computer you make me feel alright
Every waking hour and every lonely night
I love my computer for all you give to me
Predictable errors and no identity

And it’s never been quite so easy
I’ve never been quite so happy

All I need to do is click on you
And we’ll be joined in the most soulless way
And we’ll never ever ruin each other’s day
‘Cuz when I’m through I just click
And you just go away

I love my computer you’re always in the mood
I get turned on when I turn on you
I love my computer you never ask for more
You can be a princess or you can be my whore

And it’s never been quite so easy
I’ve never been quite so happy

All I need to do is click on you
And we’ll be joined in the most soulless way
And we’ll never ever ruin each other’s day
‘Cuz when I’m through I just click
And you just go away

The world outside is so big but it’s safe in my domain
Because to you I’m just a number and a clever screen name

All I need to do is click on you
And we’ll be together for eternity
And no one is ever gonna take my love from me
Because I’ve got security
Her password and a key

Go away
Go away
Go away
Go away

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