As bobagens do amor

22 de julho de 2010

Dizem que amar é ser bobo. É fazer coisas que ‘sóbrio’ você nunca faria. É não ligar pros outros quando estamos fazendo alguma coisa realmente estúpida. Das poucas coisas que me lembro a que mais marcou foi quando andei com a coroa do Burger King pelo Iguatemi. Ou das tantas vezes que carreguei sua bolsa rosa pelos shoppings da vida. Ou daquele dia que cortei o dedo da mão e me fizeste usar um band-aid da Hello Kitty.

O dia em que dançamos juntos feito John Travolta e Uma Thurman em Pulp Fiction. Nesse dia eu até acreditei que sabia dançar. Ou num desses karaokês da vida quando pediste com aquele olhar pra eu cantar contigo ‘Estoy Aqui’. Shakira.

Pode ser também quando ganhei aquele urso gigante num Parque de Diversões e você parava todas as pessoas pra dizer como seu urso era lindo e como seu namorado(eu) era legal. Ou vice-versa. Além do que andar de metrô com um urso gigante não é nada legal. Ainda mais sendo rosa e com cheiro de morango.

Não liguei também quando você me jogou na piscina numa festa da sua turma e eu estava de calção branco sem cueca. (Na verdade, até gostei da propaganda gratuita). Nem quando me fizeste ser o único fantasiado no seu aniversário. De He-man.

Não sei onde eu estava com a cabeça quando deixei você fazer tranças no meu cabelo. Ou desenhos na minha camisa nova do Santos. Ou quando viajamos e fizemos tatuagens de rena (sei lá como se escreve). Ou quando me obrigava a comprar absorvente ou anti-concepcionais na farmácia perto de casa.

O amor é isso.

– Charlie Brown, o que é o amor pra você?
– Em 1987, meu pai tinha um carro azul.
– Mas o que isso tem a ver com amor?
– Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele abria a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir. Acho que isso é amor. (Peanuts, 1999).

Agora imagina essa cena debaixo de uma chuva daquelas. Acho que isso é o MEU amor.

Anúncios

uma noite qualquer

13 de julho de 2010

Enquanto espero a chuva cair, abro minha janela e olho o céu mudar de cor lentamente…passando do negro pra um tom laranja aroxeado. E então as primeiras gotas começam a cair e vão acelerando seu ritmo. Hora de fechar a janela.

Ligo o computador, inicio o msn, logo meu orkut e abro o word pra escrever algumas coisas. Isso tudo sem esquecer do bom e velho winamp. De vez em quando uma plaquinha sobe e nada. Ninguém pra falar como foi o dia. Uns dois scraps agradecendo a lembrança de um aniversário que eu não lembrei. E só.

As palavras no word vão enchendo rapidamente as paginas e pronto. Um texto. Vamos ler pra ver se serve pra algo. Nada. Delete.

Então, até que fim surge uma conversa no msn que seja útil. Aniversário, fotos e tudo mais.
Mas eu sei que nada disso é verdadeiro. Ambas as partes guardam sentimentos incertos e um pouco de receio naquela conversa.

2:30 da manhã. Hora de deitar.

E ficar pensando em tudo…até o sono chegar.

%d blogueiros gostam disto: