Hoje Não É Natal

27 de fevereiro de 2010

Hoje Não é Natal (George Raposo)

Hoje não é sexta-feira
Como se fizesse alguma diferença
Pra você
Porque viver parece tão fácil
Quando olho o seu sorriso

Hoje não é Natal
Como se fosse algo tão estranho
Pra mim
Porque os dias são iguais
Quando estou sozinho

E se eu fosse correr atrás do arco-íris
Onde eu poderia chegar?
Dentre as poças que pulamos
Qual a que mais vai te molhar?

Hoje não é nosso dia de sorte
Hoje não é nosso dia de sorte

Hoje não é seu aniversario
Mas todo dia é seu
Pra você
Porque sonhar parece tão normal
Quando olho seu sorriso

Hoje não é Natal
Como se vocês estivesse olhando
Pra mim
Porque as noites são banais
Quando estou sozinho

E se eu nunca mais fosse dormir
Como eu iria sonhar?
E se lá fico perto de você
Nunca mais te abraçar?

Vendo TV no sofá

23 de fevereiro de 2010

Vendo TV no sofá (George Raposo)

Onde deixei meu coração?
Nas suas palavras mordazes que me partiram o peito
Contando os meus defeitos a quem quisesse ouvir
Ou foi quando perdi o senso do ridiculo
Ao dizer que te amava?

Deixar o vento me levar
Pra perto, onde ninguém pode me tocar
Sussurar palavras bonitas sem ninguém pra ouvir
Me perder entre os devaneios da minha mente
Simplesmente não consigo te esquecer.

Onde deixei meu coração?
Nos cartazes que anunciam a nossa salvação
Semeando esperança naquelas tristes almas
Ou foi quando esqueci de trancar a minha porta
E deixar voce entrar?

Dizer que o céu está bonito
Só por não ter algo melhor pra falar
Descrever cenários bucolicos pra te fazer sorrir
Enrolando os pensamentos suicidas num bilhete ensanguentado
Nunca poderás dizer que me arrependi.

Onde deixei meu coração?
Nas tardes de domingo assistindo TV no sofá
Esquecendo que era apenas a sala normal
Ou foi no seu jeito de sorrir, falar, andar e fazer
Eu me sentir um bobo?

Sentar em frente ao mar
PRocurar estrelas no céu nublado
Escolher casais felizes pra me fantasiar
Destrinchando todo o passado entre os dentes
Acho que está com você.

31/03/2006

só…

23 de fevereiro de 2010

às vezes eu penso que seria bom dar um RESTART. Ou então pode usar aquele aparelho do MIB. E fazer uma memória nova. Criar, mudar, escolher.

Agora me sinto como se a água estivesse acabando. O que fazer? O que fazÊEEEr? Vamos pra frente.

e agora?

Correr, correr sem tentar parar…

futebor…

22 de fevereiro de 2010

Final de semana após o Carnaval. Botafogo ganha a Final da Taça Guanabara. Clássico mineiro com o resultado de sempre. Derrota do Manchester United. Goleadas de Barcelona e Real Madrid. Hat Trick de Michel Bastos. Santos líder do Paulista. Robert fazendo 2 gols e Ricardo Gomes passando mal.

Futebol

Era previsivel a derrota do Vasco. Confiar em Dodô pra decidir não dá. Logo chegam as conclusões:

– O time é fraco. O técnico é mediano. Dodô é pipoqueiro. Fernando Prass não é Buffon. Nílton não é jogador. E quando Carlos Alberto se machuca…

CARIOCA

O time do Botafogo estava totalmente bagunçado nos 0x6. O time é ruim, mas não tanto. Joel o ajeitou e virou o time do Botafogo de sempre. Vai brigar pra não cair.

O Vasco tem mais potencial, mas precisa se organizar. É um time totalmente sem jogadas. Laterais que pouco apoiam. 3 volantes. Mancini vai ter trabalho.

O Flamengo errou ao trazer o W. Love. E V. Pacheco não dá pra ser o meia da Libertadores.

Fluminense é Fred e só. Tive pena do tal Alan nos penaltis.

PAULISTA

Crônicas de um campeonato perdido. O Santos com esse time que está encantando muitos nesse início de ano vai terminar em 1º a fase inicial, mas nas finais vai perder pra qualquer um dos outros 3 grandes. A única chance é não enfrentá-los. Uma pena!

Não gosto do Antonio Carlos desde quando jogava no São Paulo. Acredito que a vitória no clássico nada tem a ver com ele, nem com ‘boicote’ ao Muricy. Acho que ganharia mesmo com ele.

O São Paulo está perdido. Deve ser o pior ano desde 2005, pode apostar.

Espero o Corinthians na Libertadores, aposto que vou dar algumas risadas.

SUL-MINAS

Sacanearam o Inter com as datas, mas tinha obrigação de ganhar mesmo com os reservas. Rodrigo Mendes campeão gaúcho. \o/

Luxemburgo dando vexame. Sem razão. O Cruzeiro sempre ganha. E Roger jogando bem, quem diria.

EUROPA

– Barcelona e Real seguem tranquilos no Espanhol. Torço pro Valencia ir pelo menos pra UCL. Sevilla deve ir também.

E a pergunta que não quer calar. Aguero e Forlan ficam mais uma temporada no Atletico?

– Inter deixando a Roma encostar…parece até o Usain Bolt desacelerando pra dar esperanças pros outros. Já ganhou o título. Milan deve ser o 3º. Juve tem que brigar pra ir pra UCL.

E a minha Lazio vai ter que se esforçar senão é série B em 10/11.

– Chelsea abriu 4 pontos em cima do United. Arsenal com 6 atrás ainda sonha.

Tottenham, City, Liverpool e Aston Villa brigam pela 4ª vaga na UCL. Minha torcida fica nessa ordem.

O time do Everton melhorou muito depois dos reforços de janeiro. Donovan merece aplausos e até Saha vem jogando.

– O Campeonato Alemão é mais legal pra quem acompanha os resultados do que pra quem assiste aos jogos. Mas esse ano parece que dá Bayer ou Bayern. Schalke vem 4 pontos atrás.

– Bordeaux deve levar o Bi na França.A grande pergunta é: Teremos o Lyon fora da UCL?

Você sabia que nos 7 títulos do Lyon. Houve 6 vices diferentes? O único repetido foi o Bordeaux (05/06 e 07/08).

Quando terminar os jogos de ida faço um post da UCL.

“Futebol, Futebol, Futebol

Futebol, Futebol, é bom demais

Sem ele eu não vivo Com ele sobrevivo

Futebol, Futebol é bom demais.”

Um sol, um mar e tudo mais

12 de fevereiro de 2010

Um Sol, uma mar e tudo mais

(George Raposo)

Lembra daquilo que a gente sonhou?
Um mar, um sol e 20 minutos de solidão
O que foi feito do nosso amor?
Uma mar, um sol e um pote de desilusão

Esqueça a verdade que guardamos
Um mar, um sol e alguns segundos de beijos
Esqueça tudo que inventamos
Um mar, um sol e uns poucos desejos

Lembra?
Lembra?
Lembra?
Das nossas piadas sem graça
Esqueça!
Esqueça!
Esqueça!
Que um dia tudo passa

Lembra daquilo que a gente imaginou?
Um sol, um mar e felizes para sempre
O que foi feito do nosso amor?
Um sol, um mar e litros de detergente

Esqueça a verdade que inventamos
Um sol, um mar e sorrisos demais
Esqueça tudo que sonhamos
Um sol, um mar e tudo mais.

o meu primeiro beijo (ou não)

11 de fevereiro de 2010

Continuo a minha triste caminhada, agora com o resto da rosa no bolso do calção, apanho algumas pedras na calçada e começo a jogá-las no mar, sempre fiz isso desde criança, até hoje não entendo porquê. Sento na areia e começo a lembrar de todos os meus amores perdidos e aqueles que nem chegaram a se perder foram apenas se apagando com o tempo.

Era o ano de 1992, eu estava na 3ª série do 1º grau (como era chamado), com 9 anos na época eu tinha acabado de ingressar no seu novo colégio: Girassol. Fazia natação e até que era um bom nadador e tinha uma menina que nadava costas e estudava no mesmo colégio que foi a primeira “grande” paixão da minha infância.

Ela era linda, tinha os cabelos castanhos e lisos, mas o que chamava atenção era o sorriso cativante. Eu gostava dela, mas sabe-se que ‘gostar’ com essa idade é diferente, difícil até de explicar. O gostar era estranho, pois satisfazia apenas ficar olhando e quando o olhar era respondido deixava sem graça.

Sempre fui um menino muito tímido e por mais que ela se esforçasse para demonstrar o interesse, eu me mantinha inerte, sem tomar nenhuma atitude. Comecei a me sentir pressionado porque logo chegaria o fim do ano e mudaria de escola (novamente), e começava a me sentir apaixonado. Ela tentou de tudo para demonstrar que gostava de mim: começou a sentar ao meu lado nas aulas, pedir para mexer em seus cabelos, usar o meu nome nos exemplos dados, mas a forma mais peculiar era que ela me imitava na arrumação da mesa (quando os meus livros ficavam bagunçados, ela arrumava os dela bagunçadamente igual aos meus e quando os livros estavam arrumados os dela também estavam).

A minha insegurança crescia porque nas competições de natação, o jeito dela de falar era diferente, não tinha o mesmo sorriso, a mesma intimidade. Mas eis que veio o dia fatal.

O ápice dessa história aconteceu no colégio. Todos voltavam do recreio na fila, esse dia minha turma foi a última a subir e percebendo que a gente tinha ficado pra trás da fila, os colegas apressaram pra nos deixar sós. Pronto, eu e ela na escada, sozinhos. Já estava com o coração batendo forte era um sensação de medo e encantamento. Então ela botou o braço diante da minha barriga obstruindo minha subida e me fez olhar nos olhos dela, vencendo minha timidez:

– ME DÁ UM BEIJO!

Recebi o pedido como um pedido pra fazer algo que eu não sabia ou tinha medo do resultado, perplexo, permaneci parado imaginando as minhas reações. O beijo na boca não estava no meu menu de opções, talvez porque nunca tivesse beijado. Mas eu sabia que era o que ela queria (por isso que demorei pensando) e ainda decidi mal.

Dei o beijo, no rosto e subimos. Eu subi na frente visivelmente envergonhado, mas ainda não sabia definir se estava assim por minha atitude infantil ou por achar ousado ter dado um beijinho no rosto da menina.

Portanto, esse o foi o começo constrangedor e engraçado para o que considero uma das mais interessantes histórias de amores perdidos, ganhos e empatados.

Marvel 1602 – Neil Gaiman

9 de fevereiro de 2010

Bem, nessa minha última viagem a São Paulo eu comprei vários livros e Dvd’s. Mas um em especial foi esse MARVEL 1602 de Neil Gaiman. Quem me conhece sabe que gosto muito de HQ’s e principalmente da Marvel.

Ultimamente um amigo meu vinha me falando da série SANDMAN do mesmo autor e fui me interessando pelo trabalho dele. Em pesquisa na Internet, encontrei essa série.

Marvel 1602 é uma mini-série da Marvel Comics em oito edições, que foi escrita por Neil Gaiman, desenhada por Andy Kubert e arte-finalizada digitalmente por Richard Isanove. Scott McKowen fez as capas. A série foi publicada no Brasil pela Panini comics. (WIKIPEDIA)

Gaiman foi convidado a escrever uma história para a Marvel, mas segundo o próprio, ele queria fazer algo diferente e então teve a idéia de transplantar o universo marvel para a Inglaterra de 1602. Sem as tecnologias e tudo mais que o presente oferece.

Os personagens principais são Nick Fury (Chefe da Inteligência) e Dr. Estranho (Mestre das Artes Ocultas ou simplesmente médico da Rainha). Outra incrível sacada do autor foi colocar o Peter Parker (Homem-Aranha), um dos mais famosos personagens da companhia, como um mero pajem do Fury.

O personagem mais interessante ao meu ver é o Matt Murdock (Demolidor) que é um espião (caçador de recompensas) que se finge de cantor. Muito bom. Além do Magneto que primeiro é um Inquisidor que mata apenas os mutantes com aparência repugnante.

O Quarteto Fantástico são espécies de celebridades que sumiram de repente. O povo canta canções em sua homenagem, dizem que se eles estivessem vivos ainda, tudo seria melhor. (Na verdade, estão aprisionadas no castelo do Dr. Destino)

Não vou contar muito da história para não perder a graça, mas o importante é: A Rainha está fraca e teme pelo fim do mundo, pois o clima começa a mudar estranhamente…ao mesmo tempo vem vindo da recém colonizada América uma menina (a primeira nascida na colônia) e o seu guarda-costas índio. Um objeto muito importante e poderoso vem vindo de Jerusalém. E vários atentados ocorrem e por fim, a rainha morre. O afeminado James VI da Escócia assume o trono e persegue os mutantes (sanguebruxos) do Professor Xavier. Os famosos X-men tem uma participação discreta, mas importante.

A saga segue prendendo muito bem o leitor, com desenhos que exprimem perfeitamente o momento. Sensacional. Até um Hulk surge no fim da história.

Iceman - Ciclope - Fera - Arcanjo - Jean Grey (X-MEN)

Quem me conhece sabe ainda que sou fã do Thor e ele tem participação nessa história também. Vou deixar aqui a descrição do personagem:

Donal, o Idoso, um cavaleiro templário, que teve a incubência de trazer o “Tesouro dos Templários” para Sir Nicholas. Ficou-se sabendo que era o martelo Mjolnir, disfarçado como um simples bastão de andar. Apesar de achar que fosse blasfêmia, Donal foi forçado a usar o martelo para ser transformado no deus pagão Thor. Ele é a versão desse mundo para Donald Blake, também conhecido como o Poderoso Thor, e também é identificado como o mentor do Dr. Estranho, the Ancient One da Marvel (estritamente falando, enquanto o Thor do Universo Marvel tinha padrões de fala Shakespearianos, a versão de 1602 fala em versos Anglo-Saxões aliterativos. O estilo de caligrafia que compunham os balões de fala é substituído para letras que se assemelham às runas).

Demolidor

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