Imaginando nuvens

30 de novembro de 2010

 

Deitado sobre a grama do jardim

Desenho nas nuvens seu rosto

Exposto as excentricidades do vento

Que leva você pra perto do mar

 

Eu me aventuro nas ondas gigantes

Pra tentar ser notado por alguém

Esse alguém especifico

Que quase sempre vira ninguém.

 

Pode parecer que estou louco

Desafiando a gravidade de tudo

O risco que eu corro é calculado

Eu sei o que estou fazendo, eu juro.

 

Despejo promessas pra mim mesmo

De que dessa vez será diferente

Andar de mãos dadas com a minha sombra

Aprendendo que não existe presente.

 

É tanto querer em pouco espaço

que me sinto preso numa gaiola

Diga, garota, o que eu faço

Se eu fico ou vou embora.

 

Pra contar as nuvens que passam

gritando seu nome.

 

* Ah! Um poeminha besta que fiz agora pra você. Gostou? *

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Last Kiss

30 de novembro de 2010

Por incrivel que pareça a paixão que mais dói ou doeu no meu peito foi a que menos tempo durou, foi a que me fez começar a escrever poemas de amor e cartas que nunca enviarei a ninguém. Foram apenas 3 encontros e a vida inteira pra me arrepender. Pra tentar consertar os erros de uma juventude sem foco.

Essa paixão também é a única que não foi citada em nenhuma linha nesse depósito de coisas e desabafos que se intitula Azeitonas Suicidas. Sei que muitos textos aqui são ficticios e de estórias de amigos que ouço em conversas de bar, mas todas no fundo tem uma pitada das minhas próprias experiências amorosas frustradas ou não.

E desses relacionamentos ainda tem um que me bloqueia que não consegue sair da primeira linha, que não consegue fugir de dentro do meu peito e se arrastar pelo branco do papel. Normalmente, ela engata na minha garganta e começo a tossir. De vez em quando gera uma alergia que faz com que minha sinusite seja brincadeira e séries de 10 espirros passam a ser normais no meu dia-a-dia.

Como eu disse, nossa história se resumiu a 3 encontros e algumas horas e horas e horas de conversas ao telefone. Sabe aquela emoção adolescente de olhar pela janela e dizer: “Ei, já está amanhecendo. Acho melhor a gente desligar…ou não” e então se segue mais alguns minutos de conversa até que a mãe dela, ou a minha batia na porta pra tomar o café da manhã.

Sou aficcionado por amores adolescentes, na verdade eu sonhava quando guri que conheceria minha namorada no colégio e ficariamos juntos a vida inteira. Como eu era idiota. Depois de anos a realidade bateu na minha porta e então lá estava eu, olhando o céu desabar em granizo e eu não tinha pra onde correr, não tinha abrigo.

Depois dela tudo ficou mais simples. Aprendi o que é não ter controle sobre paixões e conheci o que é amor de verão. Com direito a praia todos os dias e beijos calorosos mar adentro. Mas isso é passado e do passado não quero lembrar. (Que frase estupida, afinal todas as estórias aqui são meio do passado).

Ah! Tudo acabou porque ela foi morar em outro país. Ah! E antes disso eu fiquei com uma outra doidinha no carnaval. Ah! E entre um e outro ela voltou pro antigo namorado dela. Ah! E mesmo namorando a gente continuou se vendo. Ah! Acho que foram mais de 3 encontros. Ah! Mas isso não importa mais. Ah! Tenho uma música gravada que fiz pra ela, mas digo que foi pra outra pessoa.

Ah! Foi a única vez que dei um beijo sabendo que aquele seria o último beijo. Como as coisas programadas são mais legais, agora estou acreditando nesse negócio de planejamento estratégico, tático e operacional. Planos. Projetos. Amores secretos.

Ela costumava dizer que o refrão de Last Kiss havia sido feito pra nós dois. Ela cantava toda hora de desligar. Até escreveu uma carta pra mim. Que legal! E hoje eu afirmo que a última parte de Memories do Street Bulldogs é que faz mais sentido:

Your last kiss was painfull like a punch. All I have to do is to find a new way. I will burn  your letters you sent me one day with words that mean nothing anymore.

E lá se foi ela, suas cartas e seu último beijo.

 

Redemoinhos literários

29 de novembro de 2010

Parodiando seu próprio silêncio ela desdenhava da solidão como uma criança que se recusa a aceitar que não ganhará aquele brinquedo de Natal. Abraçava com força seu ursinho de pelúcia e procurava nos quadros que recheavam a parede do seu quarto um sorriso consolador.

Já estava cansada de ouvir qualquer tipo de música. Todos os filmes na sua prateleira falavam de amor, e de amor ela estava cansada. Passeava várias vezes pela lista de contatos do seu celular e não existia ninguém ali que pudesse cnversar, entender os problemas e quem sabe convidá-la para um café. Precisava renovar as amizades.

Hora de se vestir para aula, mais um dia comum. Tédio com um T bem grande. Mais uma vez a trilogia caminhada+metrô+ônibus e talvez um engarrafamento e uma chuva básica. Terra da garoa, fuckin’ up. Já tinha cansado até das breves paqueras nos coletivos da cidade. Sempre encontrava um cara bonito e fingia interesse. Eles nunca tinham coragem de conversar e ficava por isso mesmo.

Em uma estação qualquer entre partida e destino, entrou um carinha cheio de cadernos e pastas e papéis avulsos. Parecia tão desajeitado com seus óculos de avô e a barba por fazer. Num desses “sacalões” que o vagão dá, todas as coisas que ele carregava e seu frágil corpo foram jogados ao chão. Ele recolheu tudo, tímido e constrangido, sem a ajuda de ninguém e desceu na próxima estação.

Ela sorria, era a única alegria verdadeira que tivera em semanas. Então notou que um dos papéis do carinha continuava lá estendido no chão sujo do vagão do metrô. Ela levantou-se e o apanhou.E começou a ler.

Era um texto sobre relacionamentos, corações partidos e ressentimentos. Tinha uma pitada básica e essencial de humor, às vezes auto-depreciativo às vezes puro. No fim do texto, havia um endereço de uma página na Internet. E quem quer que fosse o autor daquele texto atendia por um codinome engraçado.

Começou a acessar o site e descobriu alguns outros textos sobre tudo, sobre um mundo ideal e se apaixonou pelo autor. Que logo depois descobriria que era o mesmo garoto atrapalhado que derrubara todos os textos pelo chão. Ele estava meio apressado porque teria um encontro com uma editora que se interessara em publicar textos seus.

E ela virou sua fã número #1. E se correspondia direto com ele nos meios virtuais. Até chegaram a marcar um encontro, mas eu ainda não sei o resultado desse encontro.

Elefantes na sala

27 de novembro de 2010

Enquanto você insistia nas maravilhas de Amelie Poulan, eu de saco cheio dessas coisas francesas fingia interesse, mas tentava compor uma paródia de algum hino de algum time que nem me lembro bem. Se vangloriava que tinha morado em Paris, tomado café olhando o Rio Sena, brincado na Champs Elyssés, tirado foto embaixo do Arco do Triunfo e visto a Torre Eiffel.

Como era linda a França, o louvre, só faltou dizer que Zidane era mito, mas aí seria esperar demais de você. Você era uma caricatura de qualquer personagem de Paris, Eu Te Amo. Eu já podia até ver o Jan Reno no filme da sua aventura francesa. Ele provavelmente seria um policial que investigava algum assassinato.

Eu ficava no tédio provinciano de quem não conhecia o mundo e me divertia com filmes de ação americanos onde tinha mais explosões que dialogos. Não gosto muito de pensar na vida, pra mim cinema é diversão. É esquecer de tudo e me perder na estória. Coisa que Amelie Poulan não conseguiu fazer e você acha um absurdo.

– Eu não posso namorar um cara que não goste de Amelie Poulan.

– E eu não posso namorar uma garota que não tenha gostado de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.

E então estabelecemos um impasse. Ser ou não ser? Namorar ou não namorar? O filme era só a ponta do iceberg de um relacionamento já tedioso.Tantos elefantes no meio da sala já não podiam deixar de ser notados. Estavam sufocando o nosso “amor”, você entende, né?

Estou voltando pra casa, amor. De Vez.

 

Respostas

26 de novembro de 2010

Amor, se eu soubesse por que tinha que ser assim, não teria sido, teria pulado e ido direto pros créditos finais, não teria te deixado contar todos os 75 sinais do meu corpo, ter catalogado todos meus 27 jeitos de sorrir, caído do beliche no sexo, segurado minha mão após achar que só a vodka me traria felicidade plena, ter me descrito em tantas elas diferentes. Mas tu não sabes que se eu soubesse também não teria sido reprovada por faltas naquela disciplina de sexta-feira a noite, não teria voltado a tomar refrigerante após te ver me fazendo inveja com Fanta Uva, não abriria mão do meu sorvete de morango por culpa do teu de doce de leite, não teria engordado devido nossas tantas aventuras gastronômicas, não teria sido traumatizada pelo teu emoticon, não teria gastado tanto espaço na minha memória com coisas que até hoje me assombram: tens lembrado dos aniversários daquelas tuas tias? Qual tem sido tua alimentação além de miojos, sucrilhos, sorvete e pizza? Tem penteado o cabelo ao menos uma vez por semana? Desistiu de fazer cara de mau? Tens trocado o pijama com qual freqüência? Parou de chamar meu nome quando suspira ofegantemente com outra garota?

Acabou, amor. Tu lembras as glórias, mas não cita as infâmias. Ora me pinta como uma ninfa, ora sou tua Medusa. Escreve-me de jeitos que acabariam com minhas chances de casar com algum outro seja porque ele ficaria com pena de ti, seja porque teria medo desse furacão, dessa avassaladora dos teus textos. Tu tens teus leitores a teu favor, um Team Azeitona. E eu, o que tenho? O que tenho além de lembranças? Não, não tenho fotos tuas no teto, picotei todas após teu último SMS com trecho da nossa música. Não tenho uma pasta no meu computador, ctrl+Del em tudo. Aquela tua camisa que eu usava como pijama? Por um tempo virou flanela no meu banheiro, hoje em dia está no lixo. Quebrei teus CDs e saiba que não devolverei aquele livro: recortei algumas palavras e fiz um poema com elas, um poema em que eu esquecia teu cheiro, teu beijo, teu carinho, teu pescoço. Era um poema em que eu esquecia definitivamente a mordida em tua barriga, a minha barriga.

Perdi muito tempo, mas agora já não quero entender o que houve. Era pra ter sido somente alguns dias, tudo estava certo como aquela inequação trigonométrica. Ah, verdade, esqueci que tu não entendes bulhufas de matemática e ficava tentando encontrar defeitos no meu histórico escolar, difamar minha reputação de nerd por conta de meia dúzia de pontuações mal colocadas em e-mails raivosos. Desculpo-te por ter me feito chorar compulsivamente, por ter feito eu assistir 500 days of Summer em loop, por  quase ter feito eu mudar minha música favorita, mas jamais te perdoarei por dizer aos teus amigos que não deu certo porque eu não sabia qual porque/por que/porquê/por quê usar, traidor!

Espero que teu molho branco tenha evoluído, tuas lasanhas jamais serão as mesmas sem mim. E o cheiro do teu travesseiro, encontrou algum amaciante que lembrasse meus cabelos? Acho bom, por que ainda não encontrei um daqueles massageadores que substituísse tuas mãos, procuro por um pente com dentes largos que lembre teu cafuné, em todo novo shopping vou a perfumarias atrás da gente, nos estacionamentos eu sempre procuro pela combinação da tua placa, faço anagramas nossos com palavras dos outdoors, perco-me em suspiros em cafeterias. Passei a ter repulsa por certas coisas e minhas amigas não entendem o motivo. Tentei exorcizar o que havia e saí de casa com aquela calça que tu odiavas, fui ser caçada, voltei carregada: investigo se tu não estás nos fundos dos meus copos de vodka. Saiba que todas as minhas ressacas são dedicadas a ti, tu que me inebriaste, mas depois foi minha náusea, meu arrependimento por ter sido tão feliz.

Sinto falta de te surpreender, te assustar, nem sabe quanto queria olhar de novo teu olhar de repreensão e vergonha, ah, eu amava te provocar! Outro dia fui a um karaokê e cantei “Tomo um banho de lua…” e tu precisavas ter visto, eu precisava ter te visto na platéia! Palmas mescladas com a cara de quem procurava um buraco para esconder-se, ah!

Confesso que já tentei outros amores. Outros muitos amores. Já fui desejada, disputada. Hoje em dia fujo de pestanejadores e só rendo-me mesmo quando a vontade não pode mais ser contida. Não têm o teu cheiro de pós-banho, não sabem beijar minhas coxas nem minhas orelhas, ignoram quando eu brinco de dar a língua em público, acham uma infantilidade tremenda quando brinco com a comida. Tu brincavas com a comida comigo. Meu medo é de adultecer logo graças à ausência da gente.

Poxa, onde tu estás quando preciso de alguém pra brigar pelos meus exageros?! Tenho me tornado hiperbolicamente algo grande e, ao mesmo tempo, tão pequenininha. Não tenho como ser grande inteira se eu estiver longe de ti.

Quanto a tua nova garota, nunca devo ter visto mais gorda. Aposto como é uma dessas sem graça com camisa xadrez e óculos preto. Deve ser dessas que classificam pessoas, adesivam pastas, encapam livros. Teus filhos terão uma mãe que os obriga a tomar complementos vitamínicos até a faculdade e tu jamais terás pleno domínio do controle remoto. Ah, adeus também a Stellas Artois em cima da mesa de centro da sala, viu?! Convide-me para as bodas de prata (não me lembro do nome dessas bodas de menos anos, mas ela deve ser metódica o suficiente e lembrará) porque gostaria muito de olhar teu bigode milimetricamente calculado, em como destruirá a tua barba mal feita que tanto amei em meu pescoço, em mim.

Desculpa por isso, não quero influenciar qualquer decisão tua. No fundo até torço para que dê certo, tu precisas de alguém para cuidar da tua casinha de cachorro, que coloque tua ração e limpe tua coleira. Não encontrarás alguém que te leve pra passear como eu levava, mas um bom veterinário cuidará de ti.

Eu que não tenho jeito: frio solitário, neve lá fora, esgotei minha cota de comédias românticas para assistir, enjoei chocolate quente. Minha vida virou aquilo que eu criticava naquela minha prima, lembra?! Quando posso, vivo de excessos, mas nunca o intermediário.

Tenho que voltar a ser o que eu era antes de ti e queria que aquela máquina de “MIB – Homens de Preto” estivesse ao meu alcance: amnésia azeitoniana. Apesar de tudo isso, não devo voltar. Não devo e não posso. Já estive pior e sinto que estou melhorando. Quem sabe um dia Julia Roberts não interpretará a história da minha vida?! Só não sei ainda se será um drama, um romance ou uma comédia.

Enfim, acho que isso tudo não cabe em um cartão postal, vou deixar pra enviar por e-mail mesmo, fazer o que tu tanto recriminavas quando eu matava doses de romantismo. Rendo-me à modernidade e a ti.

Feliz Natal e todo aquele blá blá blá de Reveillon. Ah, o sorvete aqui é uma delícia, bocó!

P.s.: parece que fomos culpados pelo nosso crime imperfeito.

Cartão Postal

26 de novembro de 2010

Ah! Amor, porque teve que ser desse jeito assim? Porque teve que colocar um ponto final onde uma vírgula cairia bem melhor. Eu sei que pontuação nunca foi o seu forte, nem gramática, nem coisa alguma a não ser me fazer feliz. Eu me sentia tão bem com você, não entendo o que Setembro tem contra mim. Sempre parece pronto a me sabotar. O número sete sempre foi meu número do azar. Não mais.

Às vezes me pergunto onde deu errado, se você me ouvisse certamente viria com um sem número de explicações, com gráficos e planilhas de rendimento. Toda uma operação para colocar motivos pro fim.

Ontem fiz supermercado com a minha nova namorada, e lembrei daquele dia em que você apareceu de surpresa e pulou no carrinho e se acabou na curva em cima da pilha de papéis higiênicos. Foi a primeira vez que fui expulso de alguma coisa. Você me dava essa opção, as aventuras que minha personalidade medrosa nunca tentou. Você era essa parte de mim.

A nova garota, ainda não consigo me acostumar a ela, os meus amigos me apóiam e dizem que ela é a mulher certa. Mas eu gostava do seu jeito de dizer palavrões e não se importar muito com nada. Ela sempre reza antes de dormir, e fala da Bíblia na hora do almoço.

Ela meio que trabalha com arte, mas eu queria alguém que distinguisse Creed de Pearl Jam. Mas todos dizem que ela é perfeita, sem defeitos, eu gostava do seu jeito errado de ser. Ela é sempre modelo, sempre arrumada, sempre sorrindo, sempre posando pra fotos que não foram tiradas. Você era linda no fim de tarde com seu moletom rasgado e sem maquiagem. Perfeita.

Eu não sei o que fazer. Ela gosta de mim e de certo modo gosto dela, mas ela não é você. Sei que você insiste pra que eu encontre alguém que preciso de companhia, que não sei viver sozinho.Mas eu gostava mesmo de quando você acordava com minha camisa do Ramones e aquela calcinha preta, confortavel…

Não estou pedindo pra você voltar, na verdade, eu nem quero que você volte. Esta é apenas uma carta de boas festas, afinal o Natal está chegando. Mande-me um cartão postal daí da Islândia. Eu nunca moraria na Islândia, deve ser impossível tomar sorvete por aí.

ps. Devo me casar no fim do ano!

 

Idéias antitéticas?

26 de novembro de 2010

Ele sentado assistia algum filme da sessão da tarde. Ela com a cabeça em seu colo lia a mais nova edição de alguma revista de fofoca. Os tiros da TV ecoavam por todo o quarto, além deles só o barulho das páginas passando rapidamente matava o silêncio.

– Tenho que depilar meu suvaco. Mas a depiladora tá com o horário cheio.

– Axila, amor, axila.

Ele seguia vendo Axel Foley tentando prender algum bandido em um parque de diversões. Ela seguia analisando meticulosamente os vestidos das famosas no lançamento de uma nova novela.De repente ela tira uma meleca do nariz e cola debaixo da gaveta do criado-mudo. Ele apenas ignora.

– Acho que esse é o último filme legal do Eddie Murphy, não é amor?

– É sim. – responde ela, sem ao menos dar uma olhada na TV e soltando um sonoro peido. – Acho que vou dar uma cagada.

– Esse foi fedorento, hein? Mas diga que vai fazer cocô, amor. Soa menos ofensivo.

– Mas pela feijoada que comi, aposto que será bem ofensivo.

– Então feche a porta.

Ele seguia sua empolgação de assistir ao Tira da Pesada III e ficou pensando como era engraçado o Principe Em Nova York. Deveriam ter lançado um box com os filmes do Eddie Murphy dessa época. Iria procurar na Internet.

– BenhÊEêEêEÊÊ

– O que foi, amor?

– Acabou o papel. Como eu vou limpar meu cu?

– Toma banho e lava com água e sabão.

– Que nojo, bemzinho.

 

 

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