Tem uma barata no canto da parede e ela está me olhando. Outrora, gritaria com o pavor real de quem tinha mais que nojo, tinha medo.

Mas hoje descobri que o patético e piegas podem virar explendor, alucinação e sentido. É como se de uma vez só eu desmistifica-se um preconceito, andasse sozinha sem algumas mãos e me enlaçasse em outras.

Mas pra quê medo de baratas se posso me jogar daqui e irei ser salva? Pra quê prova dos nove quando prefiro inequações? Pra quê perguntas se tenho as respostas?

Chega de frases que não serão entendidas, agora quero só o entendimento daqueles que sentem e dançam por impulso; precisamos ser o instante que antecede os aplausos.

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Bem,

2 de maio de 2008 perdi um amigo. Um ‘irmão’, meu primo Pablo. Não me avisaram no dia, pois minha mãe tinha se operado em SP e eu estava sozinho em casa. Só me contaram na hora do velório. Não dei o adeus que eu queria dar, não conversei com ele. Escondi a tristeza por minha mãe não saber.

Mas vamos ao lado feliz. Era 93, eu tinha 10 anos e ele 11. Éramos como irmãos. Afinal, não tenho irmãos…ele era o mais próximo disso que tinha. E então ele me convenceu a ser santista. Um momento de revolta contra todos já que ele sempre foi flamengo.

Ele foi Santista por apenas 4 anos…eu sou até hoje e sempre serei.

Hoje, no jogo do Santos pensei nele várias vezes. Nesses 2 anos, pouco pensei nele assim. Foi estranho. Na hora da bola na trave aos 45 do 2º tempo, senti uma mão no meu ombro. Sozinho em casa de novo.

Nós, malucos, temos que acreditar em alguma coisa. Acredito que ele estava ao meu lado torcendo comigo. Não diria que ele tirou a bola, como o Cléber Machado disse que os deuses do futebol fizeram…

Senti saudade. Das rivalidades jogando bola, video-game, andando de skate, futebol de botão, etc…Das tarde tentando zerar Bonanza Brothers no Mega-drive.

Da minha queda de cavalo quando quebrei o braço tentando vencê-lo em uma corrida. Das garotas que ele me apresentou. De tudo. Da força que me deu quando fiz Direito. Boas memórias.

Fica com Deus, primo!

Eu te entendi, sempre!

off he goes

26 de abril de 2010

Erin sempre se perdia em suas lembranças. Lembranças do homem que parecia nunca estar satisfeito, sempre tenso tentando chegar em algum lugar. Apesar do sorriso constante. Precisava de espaço, de viajar, conhecer coisas e pessoas. Sempre foi assim. Onde estaria?

Perdeu seu olhar pra prateleira, viu a foto dos dois juntos. Queria aquele de volta. Queria pode sorrir de novo. Mas ele voltará, pensou.

Ele sempre foi um sonhador, com pensamentos grandes pra seu tamanho. Sua mente. Tinha esperanças demais. Foi levado pra longe, pra onde? As lágrimas desciam facilmente. Nunca mais seria feliz.

Então, seus pressentimentos estavam certo. Era ele ali na sua porta. Ele nem de longe parecia o mesmo no porta-retrato. Com as mesmas roupas impecavelmente descuidas, o mesmo sorriso no rosto.

Erin o observa andando de um lado pro outro, ele parecia muito tenso e bem preocupado. Ela pensa em falar pra ele relaxar, mas não tem coragem. Amava demais aquele homem, tanto que preferiu nem notar algo estranho com ele. Afinal, estava em casa, estavam sorrindo como sempre fizeram ao longo dos anos. Eram um casal de novo.

Foi o fim de tarde perfeito pra eles. Mas quando levantou da cama e viu o relógio marcando quinze pras dez. Ela sentiu um estranho arrepio e percebeu que ele estava distante, olhando o horizonte. Sabia exatamente o que ia acontecer…

There he goes…

*não adianta, minha amiga, ele sempre irá embora. É da natureza dele*

À Madrugada, Valentina

26 de abril de 2010

Lá estava ela, sentada olhando os pingos de chuva cairem pela janela.  Entrara na depressão pós-êxtase. Há tempos não sabia o que era depressão, muito menos êxtase. Mas agora sentia dor, uma pontada profunda no peito. Talvez saudade, mas não sabia o que era saudade. Falta de alguém que não poderia ser alguém pra ela.

Se pegou desenhando um coração com o ar quente de seu sopro no vidro. Será que iria chorar? Não acreditava em si mesma. Não conseguia dormir cedo há tempos…era a dona da madrugada. Andando pelo quarto. À meia-luz…

Sentado no sofá no canto do quarto um vulto, ela nem parece ligar. Já estava acostumada com ele. Seu pequeno anjo protetor. Fruto da imaginação? Ela já nem sabia mais…sempre esteve lá.

Volta à seus pensamentos, sofrimentos, momentos

Acende outro cigarro, bebe mais um gole do seu cowboy. Procura um bom livro ou a TV.

Vira para o anjo que propõe um brinde:

À Madrugada, Valentina.

…e daí em diante viu que não teria mais paz em sua vida…

* texto decidado à uma nova amiga tão talentosa que qualquer elogio será muito pouco*

Fotos!

5 de janeiro de 2010

Você pode ser quem você quiser…

Tá com friozinho é?

Será que deu pra ganhar?

Why so serious?

Too much tomate?

Alô, mamãe?

Porra!

Ressurreição!

10 de outubro de 2008

Ressurreição em latim (resurrectione), grego (a·ná·sta·sis). Significa literalmente “levantar; erguer”.
O seu significado literal é voltar à vida, assim o ato de devolver uma “pessoa” considerada morta era chamada ressurreição.

Esse é o blog suicida da ressurreição.

E então vamos lá mais uma vez de novo!

20 de agosto de 2008

Oi Azeitonas!

O blog resolveu dar uma parada, mas estamos de volta!
Agora com uma nova postura perante o mundo.
Traremos algumas notícias, e reviews de filmes e cds.

A globalização chegou ao mundo verde.

Sejam bem-vindos!

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