A mesa de centro

29 de junho de 2011

Minha mãe é obcecada por enfeites de mesa. Seus principais pontos cardeais da casa são os que ficam na mesa de centro. Sempre com a “bunda” virada para a porta da rua. Como se adentrassem no recinto e quisessem ficar em casa para sempre. Dizia que atraía bons fluidos e dinheiro. Não sei.

Um conjunto perfeito de seis elefantinhos era sua nova obsessão. Um de cada cor. Amarelo. Vermelho. Branco. Preto. Verde. Azul. De repente quando eu chegava da aula eu notava que iam sumindo um a um. Elaborava diversas teorias. Quem seria o sequestrador de elefantinho de porcelana. Até que vi minha mãe jogar fora o pretinho, meu preferido. Só restara o vermelho. Hora de comprar outro conjunto qualquer.

Qualquer arranhão ou canto estragado fazia com que o enfeite fosse descartado. Minha casa cheirava perfeição. Não poderiam existir defeitos. Um arranhão no quadro era motivo de troca. Uma palha solta da cadeira da varanda. Um punho arrebentado da rede do descanso. Tudo era trocado para que o mundo não precebesse.

Quando eu quebrei meu braço aos sete anos chorei a noite inteira. Não de dor. Nem por causa do incomodo desesperador do gesso. E sim porque receava que fosse trocado por algum filho substituto.Contei meu receio aos soluços à minha mãe. ela riu da minha infantilidade. Sempre desconfiei que se nascesse com algum problema físico teria sido jogado no lixo.Claro que ela não fez isso.

Hoje ao almoçar vendo TV percebo que o grupo de chineses e um dragão estilizado que enviei de presente à ela no dia das mães alguns anos atrás está com vários membros quebrados pelas quedas dessa vida e descuido da empregada novata. Perguntei por que ela não trocara os enfeites. Se ela tinha desistido da obsessão por perfeição.

Ela respondeu que os bonequinhos faziam parecer que eu estava por perto. E ela nunca iria se desfazer de mim. Nem da lembrança, e que uma mãe sempre busca encurtar a distância de seus filhos.

Chorei novamente a noite inteira, de saudade da minha mãe.

 

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Eu sou do amor.

27 de junho de 2011

Andando por São Paulo aproveitando a manhã do verão, sem querer eu estava com uma camisa do River Plate. Domingo no metrô Sumaré.

– Eres de River? Yo soy de River. – levei um susto com aquele rapaz com um sorriso largo no rosto, cabelo comprido e barba por fazer. Um típico argentino diria Galvão Bueno.

– Sim, torço pro River na Argentina. – o sorriso meio que desapareceu do rosto dele, mas se apresentou sendo Enzo. Argentino de pais uruguaios e com nome em homenagem ao craque Francescoli, tal qual o filho do Zidane.

Enzo virou um grande amigo. Aprendi com ele o que é ser um torcedor de verdade. E também a dar o devido valor à um amor. Ele veio morar em São Paulo por causa de uma garota. Largou à faculdade de Direito em Córdoba e veio. Mas ela não era como o seu River Plate. Ele não era dela.

Ser do River é algo inconcebível. É dedicar o mundo, à vida, tudo que se tiver ou se conquistar para o clube. Ele não pertencia a si mesmo. Era fanático. Alias, fanático ainda não chega nem perto do que ele seria. Ele repetia que seus sonhos, medos, seus melhores dias e suas piores noites coincidiam com a situação do River Plate.

Ele me contava apaixonado como eram os domingos no Monumental de Nuñez, as ruas de Buenos Aires pintadas de vermelho e branco nos dias de jogo. Detalhou como um pintor como o pôr-do-sol ficava mais bonito quando o River vencia.

E me contava como um caixa de banco confere o dinheiro dos outros as curvas de sua Maria. Sem brilho, sem emoção, sem lágrimas. Sem nada. Não era amor.

O amor é como um campeonato. Você ri, chora, xinga, pragueja aos deuses por sua sorte, depois pede desculpas e agradece por ter encontrado a metade perfeita. Contabiliza mais um ano com vitórias e derrotas. Passa um tempo longe pra voltar com a mesma paixão mais forte quase sempre. Decepciona-se e orgulha-se.

Enzo não era assim. Ele só amava o seu clube. De coração. Maria era a mulher de sua vida, mas qualquer um que o conhecia sabia que era diferente. Ela era uma Copa do Mundo conquistada. Um troféu em sua estante, algo que não precisava ser renovado. Mas até os troféus precisam ser polidos de vez em quando. Uma revigorada em seu brilho. E de algum modo ser trazido de volta à tona.

Sei que o Enzo está casado com a Maria há 5 anos e já tem dois filhos. Pablo e Ariel. Lembranças das últimas glórias do clube de coração. O argentino que não sabia amar. Hoje, ao ler sobre o rebaixamento do River Plate no campeonato argentino não quero nem imaginar como está o meu amigo. Tomara que esteja vivo e bem. Quer dizer, claro que perdeu um enorme pedaço.

Mas o amor é superar obstáculos e se o amor de Enzo é o clube. Sei que ele irá sobreviver porque o amor verdadeiro nunca morre. Que clichê, mas é verdade.

E o River Plate viverá também. Como uma grande história de amor. Afinal, por que tantos ainda falam até hoje de Romeu e Julieta?

Pelada segunda.

20 de junho de 2011

A pelada com os amigos tem que ser na segunda-feira. Não adianta espernear, qualquer outro dia resultará em problemas, tanto no trabalho quanto nos relacionamentos.

Eu já fui jovem como você e tinha fôlego e tempo livre pra jogar bola todos os dias sem chateação ou cansaço. Com o passar dos anos seu tempo útil para a prática do futebol fica reduzido. Você deve escolher muito bem o dia da semana e a galera pra jogar com.

Eu costumava ter vários grupos de amigos que jogavam bolas em diversos dias da semana. Praticamente só nas quartas e domingos não havia bola. Na quarta por ser o dia de futebol na TV e o domingo por minha família ter o habito de fazer um churrasco com todos os primos e tios. Nos outros dias sempre tinha alguma pelada para jogar.

Jogar no time dos solteiros, além de vitória certa também tem o poder de não se preocupar com o dia da semana do jogo. Somos livres, qualquer um é tranquilo. Sem problemas. Mas quando somos promovidos para o time dos casados as coisas começam a mudar um pouco.

Quando se começa um relacionamento deve-se abdicar de pelo menos um dia da semana por ela como clausula decisiva para a assinatura do contrato. Tirando os fins de semanas, claro. Optei por doar à ela a quinta-feira. Porque esse é um dia meio chato e a pelada da quinta era frequentada por uma garotada mais nova que estava exigindo demais da minha falta de habilidade.

Tudo tranquilo. Segunda pelada depois da faculdade. Terça também. Quarta era dia de ver o Santos na TV, às vezes até chamava ela pra ver comigo. Quinta era passeios lights de casais e sexta pelada e depois balada com a mulher. Sábado a pelada da ressaca e depois mais balada. Domingo churrascão da família e depois jantar-cinema.

O preparo físico vai caindo e a disposição pra balada de sexta-feira também indo embora e os problemas começam. Adeus, pelada da sexta. O sábado à tarde vai ficando mais penoso porque a ressaca aumenta e a recuperação da bebida piora. A pelada de sábado muda só pra uma cervejinha na praia com a galera.

A terça-feira morre naturalmente por que, com a idade, o povo ainda não se recuperou fisicamente da pelada da segunda. E então só sobra ela, a segunda-feira.

Mas amigo, se você quiser entrar na pelada assim depois do relacionamento o papo é diferente. A importância da segunda é ainda maior. Você deve chegar para a sua mulher e perguntar na segunda, recomendável a hora do almoço:

“ Amor, nós vamos fazer alguma coisa hoje à noite?”. “Ah. Segunda-feira. Não tem nada pra fazer. Vamos ficar em casa mesmo.” “O João me convidou pra jogar bola no condomínio dele. Já que não faremos nada, posso ir?” “Claro. Vai lá”

Pronto. Tática perfeita. Deixar ela em primeiro lugar. Claro que só funciona na segunda porque você tem a certeza de que realmente não tem nada pra fazer. E quando vai à primeira vez já cria o costume. Você ganhou um dia com a galera sem problemas.

Pelada não é álibi

20 de junho de 2011

Mário era complicado. Tinha uma sorte incomparável para mulher, mas brincava com todas elas. Sempre. Ele costumava jogar bola com a gente na segunda-feira. Era casado com uma loira fenomenal. Todos meio que o invejavam por isso. Além de ser bom de bola.

Certo dia ele passa na praia, nessa época o jogo era na areia. Dá um pique de cinco minutos, se joga na areia e vai embora. Sem falar com ninguém. Sem explicar nada. Todo mundo começou a rir.

Era a desculpa pra traição. A pelada da segunda. Mas não se usa a pelada como álibi. Essa é uma das regras mais rígidas do código masculino de conduta. Além de ser uma forma de confessar um adultério doloso. Premeditado. Com agravantes e qualificadoras. É uma forma egoísta de prejudicar a vida de todos os amigos da bola.

É uma sacanagem sem tamanho. Ele sabe como todos nós como é difícil conseguir uma noite sem problemas, jogar com a galera, quem sabe tomar umas duas antes de ir pra casa, relaxar de um dia estressante do trabalho. E uma escorregada pode por em risco todo esse planejamento. Afinal, as mulheres costumam generalizar. “Se o Mário faz, vocês todos também fazem”.

Além disso, quando descoberto e mesmo perdoado pela mulher. Ele passa a ser considerado fora do bando pela turma. Que não mais respeitará o mandamento de não cobiçar a mulher do próximo. Usar a pelada como álibi só tem problemas.

Que ele procure outras desculpas como as clássicas reuniões. Para trair é preciso criatividade. Pra prover uma mentira, cria-la com carinho, sustentar a mentira, acreditar na própria mentira para que ela um dia possa tentar virar verdade. Senão não funciona. E um homem sempre é pego, mais cedo ou mais tarde é descoberto.

Mário se traiu também por não atentar que nós somos amigos, por conseguinte nossas mulheres também o são. Portanto, pra funcionar a mentira. Teria que ser compartilhada com todos da pelada. Ou então ser um segredo de Estado. Os dois são riscos gigantescos.

Certo dia eu estava tomando banho tranquilo depois da pelada. O banho pós-pelada é uma coisa sagrada. Podemos demorar o tempo que for preciso e que se foda o planeta e seus programas sustentáveis. É o banho pós-pelada, pô. Hora de não pensar em nada. Nessa hora, confesso, fico realmente bobo.

A Anna chegou e comentou enquanto eu me enxugava: “Encontrei a Claudia e o Mário na fila do banco hoje, amor. Eles são tão apaixonados. Amanhã tomarei café com a Claudia. O Mário comentou alguma coisa no futebol hoje com você?”. “O Mário não foi pra pelada hoje não ó”.

Pronto, já era o álibi. Erro fatal. Amanhã a primeira coisa que será assunto é o por que do Mário ter faltado a bola tradicional de segunda-feira. Sendo que pra Claudia ele realmente foi pra bola. Tudo bem. Esse erro é contornável dependendo de situações.

Nas últimas semanas, mudamos o horário da pelada e passamos a jogar em um campinho num clube. O Mário, ausente das últimas, só sabia da mudança de horário pra mais cedo. E seguia em seu ritual “pique na praia e rolamento na areia” pra chegar suado e sujo em casa.

A última vez que falei com a Claudia ela estava lá em casa fazendo uma visita a Anna na noite de segunda. Conversavam sobre uma viagem pra Bariloche. Cheguei todo sujo de terra e grama, ela viu e perguntou da mudança de local. Contei. Ela não perguntou sobre o Mário. E foi pra casa após eu chegar.

Pelo que eu soube, ele chegou mais tarde e sujo de areia. Inventou que era outra pelada que tinha arrumado. Pelo visto não mentiu, mas agora aqui em Bariloche , a Claudia está com o zagueiro do time do Mário e parece estar feliz.

nunca me esquecerei dela.

17 de junho de 2011

Nunca me esquecerei de Mariana. Do jeito como ela pintava a unha com cores espalhafatosas e o modo como se vestia apenas com preto e branco. Não esquecerei como ela sempre enfiava uma expressão em inglês no meio das conversas.

Não esquecerei o sobrenome engraçado da Jéssica que resultava em apelidos pejorativos e piadinhas maldosas no primário. No cientifico, ela costumava usar calças folgadas para ir contra o sistema. Na faculdade pintou mechas azuis no seu cabelo, mas ouvia Hanson e Rick Martin. No trabalho só usa terno e fala algumas coisas em latim que eu não consigo entender.

Não me esqueço do jeito como ela me olhava. Não sei explicar, não faço a mínima ideia do que aquele olhar significava, mas era algo bom, isso eu sei. Não esqueço como ela, Érica, pedia desculpas por tudo, por botar leite demais no café, por aumentar demais o volume do rádio, por qualquer coisa.

Eu não posso me esquecer dela. Que gargalhava quando gozava, que gemia quando beijava, que falava sem parar na mesa do almoço e principalmente, ficava em silencio nos jogos do Santos. Ela, Márcia, dizia eu te amo até para o vaso com flores mortas, cumprimentava a todos na rua. Desistia fácil dos desafios das revistas de palavras cruzadas.

Cláudia pedia comida chinesa no café da manhã, jantava sorvete de açaí e brincava com o seu Pug chamado Zé. Criava papagaios e os ensinava palavrões e quando eles soltavam um ela pedia desculpa. Chorava sempre que via o pôr-do-sol.

Não posso viver sem os seus abraços apertados até estalar os ossos. Nem com seu jeito prolixo de dizer o que pensa, de estar sempre certa mesmo quando provo com teoremas e documentos que está errada. Emanuelle era a mulher da minha vida, mesmo sem nunca saber disso.

Nunca me esquecerei de Júlia. De como ela deixava sua pele branca ficar bronzeada na piscina da minha casa. E depois vinha, com um sorriso de menina do interior, mostrar a marquinha que ficara em seu corpo.

Tudo isso poderia fazer algum sentido se eu tivesse tido coragem de falar com ela depois que mandou um bilhete dizendo que tinha gostado de mim naquele balcão de bar. Nunca nem ao menos descobri qual era o nome dela.

os fones de ouvido

15 de junho de 2011

Se você quer saber se uma pessoa gosta mesmo de você, uma demonstração de carinho bem válida é quando ela divide os fones de ouvido com você.

Tá bom, não vamos banalizar e dizer que todo mundo que divide fones de ouvido são apaixonados. Tem algumas pessoas que emprestam um lado do fone pra outra apenas ouvir determinada música por determinado tempo.

O verdadeiro carinho está em viajar de ônibus, trem ou avião ao lado dela e curtindo o tédio silencioso das dores de ouvido enquanto ela ouve qualquer coisa no seu I-alguma-coisa de ultima geração. As revistas de bordo já cansaram você, os livros dão dor de cabeça e ainda tem quatro horas de viagem pela frente. Você entra em pânico.

No meio da agonia tediosa da insônia aérea ela te dá um sorriso, e oferece o lado esquerdo do fone. Isso é amor. Nessa hora não importa o que está tocando, qual é a música ou qual o volume absurdo que quase ensurdece você. Só importa a ternura da outra de ajudar você a matar o tédio.

Ela é sua namorada há tempos, mas sempre foi meio egoísta e quando você pedia o fone ela só repetia que tinha te avisado que era pra você trazer o seu próprio I-qualquer-coisa, mas eu sempre esqueço.

Fico bastante feliz, sorrindo à toa mesmo ouvindo Mika cantando sobre pirulitos e outras coisas bem viadinhas. Ela quis compartilhar seu mundo comigo, sua felicidade, seu tempo de voo.

Alguns dizem que dividir comida ou beber no mesmo copo é que é amor. Isso a gente faz até com amigos mais íntimos, com nossos pais e muitos malucos até com animais de estimação. Queria ver era o seu cachorro pegar seus fones de ouvido e dividi-lo com você por vontade própria.

Dividir fones só equivale a compartilhar um chiclete, mesmo aquele sem gosto já machucado por tantas mordidas e mastigadas, mas que dá vontade de mascar apenas por sair da boca da mulher amada. Tem uns que acham nojento, eu aprovo.

A emoção de ela me oferecer o fone de ouvido do lado esquerdo foi tão grande que esqueci que ela tinha problemas de audição naquele ouvido e praticamente não ouvia nada daquele lado.

Então, aquela doação não passava mais do que obrigação e assim o amor acabou.

[ Depois dela eu só uso aqueles fones de ouvido dos comandantes de aeronaves porque não corro o risco de dividi-los com ninguém ]

 

 

 

 

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Feliz Dia Dos Namorados!

12 de junho de 2011

Meia noite e um. Doze de junho de dois mil e onze. Dia dos Namorados. São Paulo. Doze Graus. Eu estou aqui em frente ao computador ouvindo Skank como não fazia há muito tempo. Começa a tocar “Te Ver” e eu me lembro de ti. Lembro não, porque nunca cheguei a esquecer, nunca cheguei a parar de pensar em você.

Saudade. Um copo meio cheio de promessas e esperança. Quero o seu sorriso tão lindo ao meu lado. Poucos dias. Posso conta-los agora. Uma contagem regressiva. Uma explosão de sentimentos. Te amo. Já escancaro logo no inicio o que quero dizer. Não preciso de rodeios ou enrolações florais de domingo.

Queria estar contigo, não só essa noite como todas as outras passadas, presentes e futuras. Ser clichê e bobo. Com letras maiúsculas e poemas que tenham seu nome. Queria dar um presente que significasse alguma coisa.

Queria poder chegar aí na sua casa de surpresa, mas a passagem está muito cara. Queria mandar flores, mas elas não me dão sorte. Poderia até gravar um vídeo engraçadinho com trilha sonora de alguma música que represente o nosso amor, mas não tenho tanto talento assim. Pegaria até o violão e comporia uma linda canção com refrão sussurrado, mas deixei meu violão na casa da minha mãe.

Só me restou escrever algumas linhas sem sentido no Word esperando que você goste ao menos um pouquinho desse tipo de declaração. Não sei. Estou contigo mesmo tão longe. Como um filme que nos acompanha por toda a vida na mente. Ensinamentos dos nossos pais que a gente divulga por aí.

Ah! Estou entediado, queria ouvir tua voz, mas você não pode falar agora. Estou entediado, queria te abraçar, mas meus braços não alcançam seu corpo esta noite. Estou entediado, queria te beijar, mas seus lábios estão longe demais dos meus. Estou entediado, queria te amar e amo com cada poro que me inspira nesse frio de rachar.

Não quero presentes, não darei presentes. A gente pode comemorar nosso dia, qualquer dia qualquer, todo dia. O dia que você quiser, quando você me quiser. Todo dia. O dia todo.

E a conta diminui agora que você ainda tem tempo de desistir de mim. Mas por algum motivo não desiste e eu te quero cada segundo mais. Vem pra cá. Ah! Eu te amo, sabia? Não sei se já tinha dito isso nesse texto ou se deixei o dia passar pela minha cabeça.

Feliz dia dos namorados.

 

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