Por que eles sempre ganham?

31 de maio de 2010

Estava me perguntando por que certas coisas são assim. Por que pra alguns é mais fácil. E de repente a luz apareceu. Assistindo a um filme que há tempos não via.

Em “Prenda-me se for capaz” há um dialogo entre Frank Abgnale Jr (Di Caprio) e o detetive Carl Hanrraty (Hanks)

– Sabe por que os Yankees sempre ganham?

– Porque eles tem Mickey Mantle?!

-Não, Por que todo mundo fica olhando pras listas!


Pode ser que pra vocês esse dialogo não faz sentido algum. Mas o que eu aprendi com isso é que não basta você ter os melhores jogadores. Você tem que ter “camisa”, meter medo no adversário, uma admiração quase “idolátrica”.

Trazendo isso pra nossa vida.

Não adianta você ser o cara mais adequado praquilo. Tem que ter “fama”. Tem que ser algum tipo de objeto de admiração. Sendo assim você sempre ganha. São Luís é assim…você tem que conseguir primeiro a mídia. Aí então, terá a glória.

Agora, se vocês pensam que eu darei o caminho pra chegar na mídia, estão enganados. Mas eu já tenho a fórmula ideal. Só que prefiro ter o Mantle no meu time. De segunda divisão. Gosto de surpreender.De ganhar jogos que parecem perdidos. Essa é a diversão. Esse é o prazer do jogo.

# Indico: “Prenda-me se for capaz”. PRa quem gosta de baseball tem “61 – História de um recorde” que conta a história de Roger MAris e Mickey Mantle.

# Indico: The Clash! Ouçam, por favor.

# Indico: Tristan – Cavaleiro de Artur. LEiam!

* estou jogando pra perder, parece que não tem nada a ver mas assim que tem que ser *

Não!

31 de maio de 2010

Rir. Talvez seja o melhor que eu posso fazer por alguém. Trazer ou levar doses de alegria para as pessoas. Sendo em piadinhoas inteligentes, sendo em comédias pastelão. Não sou um cara a ser levado a sério. Talvez isso me atrapalhe, mas e legal assim mesmo.

Posso fazer um poema que diga:

“Menina, você é tão linda quanto

Um jardim cheio de flores multicoloridas

O seu corpo é um livro que tento

Com toda força incluir em minha vida”

é fácil. Basta juntar palavras, uma atrás da outra. Uma hora faz sentido. Alguém gosta.

E pra fazer sorrir. Basta ter uma cara de cachorro abandonado. Todo mundo sente pena e ri da gente. Eu seria um bom comediante. MAs não. Sou um simples ‘eu’. Escrevo linhas, falo besteira, como todo mundo.

Mas, por favor, não pensem que eu sei o que estou fazendo…

Não tenho nada de especial, portanto não me sigam. Não salvarei ninguém. Não serei solução. Sou só mais um problema.

* Just because I’m losing doesn’t mean I’m lost *

Amigo Nerd.

30 de maio de 2010

Lá está ela, sentada com seu vestido amarelo. Tomando um café, lendo jornal. Bela, seu lulu da pomerania descansa aos seus pés com a elegância de um duquesa. Ela estava na mesa lado, com seu casaco da Argentina. Tomando Frapuccino e lendo a Placar. Seu melhor amigo, Boris um samoieda, mordisca o pé da mesa…

O mundo é um paradoxo.Então ela olha ele e trocam um sorriso bobo. Nessa hora ele pensa em sentar-se perto dela.

Ao se levantar chega um malhador com sua regata. Um pitbull chamado Killer com sua coleira de espinhos. Com uma caneca de cerveja na mão e uma playboy na outra. Dá um beijo nela e então os dois vão pra casa abraçados…

A vida é bem irônica. Cuidado, amigo nerd!

*Bem amigos, eu não sei mais o que eu tô fazendo, mas confiem nimim*

Sonhos e planos…

29 de maio de 2010

Expectativa. Pense numa coisa que dói. Esperar muito de algo. Sonhos planos. Tudo indo pelo ralo. Já tive muitas decepções, hoje em dia não planejo quase nada que dependa de alguém.

Deixar o coraçao nos levar, pode nos levar ao precipicio. Mas também, se ele tiver GPS, podemos chegar ao Paraíso. O mais belo nirvana. Nuvens que mais parecem algodão doce. Eu e você de mãos dadas num jardim de flores.

So Sally can waits…

Então, eu me acostumei a fazer tudo certo até que no momento crucial eu piso na bola, falo demais, faço demais ou de menos. E então tudo desmorona. Tenho tido sorte de conseguir sair de baixo antes …

Todo mundo sempre se pergunta: Quando é que George vai fazer alguma merda e estragar tudo?

Esse sou eu.

sorrir

28 de maio de 2010

Eu, parado na esquina, tomava um café. Na verdade era uma dose de whisky com red bull. Procurando esquentar um pouco as coisas. Esfriar a cabeça. Sorrir novamente. Ela apareceu. Sorrindo. Como há tempos eu não via ninguém.

MAs ela não sorria pra mim, nao sorria pra ngm. Só pra si mesma. Pra felicidade de sua própria convicção. Era só o que bastava.

Queria ser assim. Sorrir por mim mesmo. Sem precisar de ninguém. De nada. Só da minha própria felicidade. Hoje, até tenho sorrido de mim, da minha estupidez. MAs isso é outra história.

* Fico feliz por estar agora na sua vida, conhecer teu mundo. SEm querer nada em troca. *

Algo que tenho reparado com bastante recorrência é a quantidade de relacionamentos sérios acabando. Casamentos de longa data são desfeitos, namoros duram semanas, noivados são interrompidos sem grandes explicações e cada vez mais a troca de parceiro se dá como uma troca de roupa. Isso me faz traçar uma analogia entre os relacionamentos de hoje, os términos e cachorros. Meio estranho, mas explico.

Quando você vai comprar um cachorro, geralmente analisa as características da raça, se o bicho tem as qualidades que você procura e valoriza, se é bonitinho, companheiro etc (alguns até exigem pedigree). Algumas vezes você não está atrás, mas um conhecido te apresenta e tece os maiores elogios sobre o animal que te comove e você acaba levando ele pra casa. Tal qual a escolha de um parceiro.

Quando ele chega em casa é uma maravilha. Você quer estar sempre ao lado dele, fazer seus mimos, brincar, cuidar, passear e conforme ele vai fazendo besteirinhas pela casa, você vai educando-o até ele se adaptar com suas vontades. E de acordo com as necessidades dele, você também faz suas concessões (como ter que levá-lo para passear de madrugada). Muitas vezes o cãozinho não vai se adaptar com alguém da sua família e vice-versa. Vão falar que ele não serve pra nada, que só dá trabalho e ele não fará questão alguma de ficar ao lado dessa pessoa. Pouco importa o que falam, o que importa é que você gostou dele. Tal qual o início de um relacionamento.

Bom, passam-se os anos e aquele gás inicial não é mais o mesmo. Porém, ele ainda faz festinha quando você chega, mas já não tem o gás para brincar e te dar atenção toda hora. Você o entende perfeitamente e sabe quando ele está bravo, quando está feliz e o que fazer para animá-lo. Os defeitinhos que ele tinha quando bebê se tornam inconvenientes (latir para tudo, fazer coco fora do lugar, roer suas coisas, etc) e ai você perde a paciência, dá uns berros e briga. Porém, depois de um tempo você se arrepende e volta atrás com algum mimo para ficar de bem. O processo começa a se tornar mecânico, mas o sentimento que você tem por ele é legítimo. Tal qual o amadurecimento de uma relação.

Passa-se o tempo e ele começa a ficar velhinho. Já não faz festa quando você chega. Parece que fica mais feliz com um prato de comida que os carinhos que você faz nele. Você olha os cachorros mais novos de outras pessoas e dá aquele aperto no coração, pois o seu não é como eles. Ele começa a fazer um monte de besteira, xixi fora do lugar, ronca alto, começa a ter cada hora um tipo de problema e os seus gastos (físicos e financeiros) com ele vão aumentando. Se ele não falece, você pensa em qual atitude tomar. Ele já está todo comprometido, você está se desgastando e não tem mais tempo de sobra para cuidar dele, pensa em sacrificá-lo, mas uma parte de você diz que não, pois ainda tem um sentimento muito forte por ele. Não é fácil, deixar os dois sofrendo até que o destino resolva ou tomar uma atitude dura para que o sofrimento dure apenas uma vez? A decisão é difícil. Tal qual o fim de um relacionamento.

(post roubado descaradamente daqui o blog Manual do Cafajeste)

Pobre paulista

26 de maio de 2010

São Paulo. Cidade sensacional e sei lá, tem cheiro de sacanagem no ar. Não é cigarro, nem fumaça. (Tá bom, admito que dei uma volta na Augusta, mas só pra ver como é). Mas mesmo andando na Paulista se sente a sacanagem. E eu gosto disso. Gostei da cidade desde a primeira vez que a vi. (Sem São Paulo ôÔÔôÔ…) …

Ontem a noite foi boa, conversar sempre é bom. E conversar sacanagem é melhor ainda. Foda. Sou muito fã de mulheres que falam mesmo. Tenho pequenas reservas com palavrões, mas putaria é bom demais. E chopp gelado.

É diferente. SEm julgamentos. São Paulo. Férias sempre é bom. E mesmo nos momentos como agora, sozinho no apto. Tem sempre alguma merda pra saber. Sacanagem.

Inspiração zero. Testosterona mil. São Paulo. (Pobre paulista).

* Em cada esquina que passo eu só olho você, por que não vens logo pra cá? *

Round 1 – Dream

25 de maio de 2010

Ia escrever sobre a minha viagem. Tô indo passar 15 dias em SP. Se tiver algo interessante por lá eu posto aqui pra vocês. Vou tentar atualizar o máximo que der. Entre uma merda e outra.

Mas aí começou a tocar Billy Joel – Vienna. E ele fala assim: “Dream on, but don’t imagine they’ll all come true.”. Resolvi pensar em sonhos. Como a gente tem mania de sonhos. Todos. Todos. O problema é quando eles se tornam impossíveis de se concretizar.
Tenho que concordar com a música. É muito bom sonhar. “Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer”

Acho bonito. Quando eu era criança sonhava em ser piloto de F1. Até comecei no kart, mas desisti porque minha mãe achava perigoso.
Depois eu sonhava em ter uma casa avarandada, uma paixão arrebatadora, filhos, escrever um livro, inventar uma nova raça de cachorro. Depois a gente cresce. Mas nossos sonhos são os mesmo, mas já não há mais muito tempo pra sonhar

Todos meus sonhos foram se evaporando com o tempo. Ou eu desistia deles ou os sonhos desistiam de mim…Nunca fui à luta, nunca quis pagar pra ver.

Chegou a hora de recomeçar…Então apertei a tecla RESET. Escolhi o modo HARD e vamos lutar.

ROUND 1 – FIGHT

Nada a ver com o post, mas eu ri

Corações Infláveis

24 de maio de 2010

Era um mundo onde as pessoas carregam seu coração como se fossem balões flutuando sobre a cabeça. Todos podiam ver as várias cicatrizes que possuíam. Logo, a humanidade passou a esconder seus corações, mas continuavam ligados a ele com uma espécie de cordão umbilical.

Era um mundo mais sensível. Já que as mágoas estavam expostas pra todos. Mesmo assim, era quase impossível se encontrar um coração ‘liso’ sem marca alguma. Ela se orgulhava disso. Tinha o seu coração intacto. 0 km. Fazia questão de deixá-lo a mostra. Flutuando alegremente por aí.

Um dia, pra fazer um trabalho da faculdade, ela teve que ir visitar um asilo. Lá encontrou uma senhora. Não conseguia disfarçar o olhar para aquele coração tão cheio de cicatrizes que não se via uma parte lisa. Sabe quando estamos diante de uma pessoa deficiente? Assim ela se sentia. E começou a ter vergonha de seu próprio coração.

– Pode olhar, criança. Não tenho por que esconder todas as decepções que tive na vida. Amei demais a todos, fui amada de volta. Só que a humanidade é ingrata. E os homens logo se entediam. Mas as piores marcas são daqueles que demos tudo sem pedir nada. E me deixam aqui sozinha. Sem poder abraçar meus netos, sem poder olhar o sorriso deles.

– Triste. Eu não quero meu coração marcado.

– Não tem jeito, meu bem. Um dia alguém o roubará de você. E então o controle remoto não será mais seu. Nunca mais.

Nisso entra na sala, uma outra senhora. E a jovem então busca o olhar ao coração, tentando ver se seria cheio de marcas também. E incrivelmente, era liso. Igual ao seu.

– Essa é a Genoveva. Nunca entregou seu coração a ninguém. Hoje não tem passado a ser recordado, nenhuma boa história pra contar. Ninguém pra visitá-la nem de vez em quando. E é uma péssima jogadora de buraco. Então garota, pra quê mantê-lo assim?

* Sim, eu exibo meu coração com todas as marcas que acumulei com o tempo. Sem vergonha alguma *

Flawless Victory

23 de maio de 2010

Ela era a mulher mais linda que eu já tinha visto. E ela sabia disso. Esse era o problema. Nenhum homem resistia a sua sedução. E nenhum queria resistir, é claro. Seus olhos brilhavam demais, e sabia fazer cara de inocente sem perder a malícia. Era uma doutora nessa arte. Era impossível não cair em tentação. E ela sabia disso. Esse era o problema.

(Eu já a conhecia de outros carnavais com outras fantasias)

Ela dançava muito bem, tinha corpo de dançarina do ventre. Até acho que era dançarina. Sei lá.

Eu estava sentado no balcão, curtindo a minha Stella Artois. Pensando no nada, na vida, nas músicas que não tocavam mais. Quando ela entra no salão. O mundo parece parar. Eu já sabia o que ia acontecer. Todos os olhares foram em sua direção. Namoradas começaram a ser ciumentas, acho que até os viados a desejavam.

Ela era uma predadora. Podia ver em seus olhos que procurava um alvo. Uma vítima. Mais um pra coleção. Eu apenas observava. Sempre gostei de acompanhar o comportamento humano.

Alvo localizado. Começava o plano infalível. Ela escolhera um cara óbvio. O mais bonito do salão. Mas perto dela era apenas um cara comum. E o repertorio foi propício. Começou a rolar um reggae. Eu já sabia o que ia acontecer.

Enquanto pedi uma nova cerveja. Me distraí um segundo e os dois já estavam dançando. Game Over, pensei. Flawless Victory.

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete músicas depois e nada acontecia. Apenas um dança normal. Comecei a rir. De repente ele diz que vai ao banheiro e quando volta fica bem afastado dela.

Ela se aproxima de mim. Pede uma Heineken. E começa a falar:

– Porra, odeio viados. Eles dançam bem, nos deixam doidinhas e depois correm.

– O teu viadinho é aquele ali que está com aquela loirinha massa? – respondi.

– Que porra é essa? (Adoro mulheres que falam palavrão, mas moderadamente). Como ele me troca por essa feiosa? Que porra!

– Garota, nem todos querem ficar com você. Nem sempre se pode ser Deus.

* é, garota! Nem todos querem você. Alguns preferem comidas mais “simples”. *

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