dialogos desnecessários

30 de julho de 2010

Andando pelas ruas do São Francisco procurando um prédio com nome de mulher que eu não tinha a mínima idéia de que lado estava me deparo com um desconhecido que me interpela:

– Tu é @gdinamite, não é?
– Sim
– Então é tu o cara que fica “tomando gosto” com a minha mulher no twitter?
– Depende. Quem é tu mulher?
– @fulaninha . Tu segue ela que eu sei.
– Rapaz, tu tem é que agradecer a Deus. Com a mulher que tu tem homem nenhum vai tomar gosto, te garanto.

E continuei andando a passos acelerados com medo de receber um chute ou um soco pelas costas, olhando de canto de olho pra ver se ele me seguia. Mas ele foi na direção contrária. Pensando na vida. Isso que dá botar seguro e alarme num Fiat 147. Quem vai querer roubar?

Até agora não estou acreditando nessa história. Tenho que tomar cuidado com o que falo no twitter.

A propósito achei o tal prédio e era nome de homem. Peguei minha cortesia do primeiro sorteio que ganhei no twitter…

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O doido e a sucuri destreinada!

19 de julho de 2010

Cenário: Sexta-feira. 16 de junho de 2010. Reviver. 2 am.
Protagonistas: eu e um doido.
Testemunhas: Ana, Mariana e Juliana (porra, que merda! Vocês combinaram esses nomes?)

– Vocês já foram em Anapolis? – chegou um cidadão no Reviver surgido do nada perguntando pra mim.
– Não. – respondi
– Lá é muito bom pra pescar. Pena que tem sucuri. – pesarou.
– Sério? – em um coro unissono eu e minhas três amigas questionamos
– Eu fui atacada por uma de 8 metros. Lá!
– Deixa de mentira, siô. Se fosse 8 metros tu não tava vivo.
– Tô dizendo. Lá estava eu pescando. – imita uma dancinha à Grobbelar. – quando ela me pegou pela perna e me apertou. Tive fratura exposta. Olha – arregaçou a calça e mostrou uma cicatriz minuscula na canela.
– Taí, o senhor ganhou o prêmio mentiroso do ano. – retruquei.
– Qual teu nome?
– George e o teu?
– Maximus, mas pode me chamar de Cabral.
– E como tu fugiu?
– Ela foi burra, deixou minha mão direita solta. Tu sabe que os rios em Anapolis são cheios de pedra. Então fui e peguei uma pedrona e bati nela. SAI SUCURI. SAI SUCURI. – contou espancando a sucuri invisivel e repetindo a dancinha tosca. – Até que ela foi embora!
– Morreu?
– Não sei, não fui atrás dela.
– Bixo, tu é muito engraçado. Devia ser comediante.
– Mas não sou eu que estou com essas 3 mulheres lindas ao meu lado.
– É. Quem pode pode, quem não pode conta história. Tô indo nessa, até mais.
– Falou, meu irmão. Abração.

Bem que o Lula avisou sobre as sucuris destreinadas

E pra quem não conhece segue a dancinha do Grobbelaar!

uma conversa normal

13 de julho de 2010

Ela me pergunta o que eu acho daquele caso do goleiro que matou a mulher. Respiro fundo e vou fazer todo um comentário jurídico filosófico futebolistíco e antes de começar ela resmunga algo sobre unha quebrada, café gelado ou lápis de olho. Me restrinjo a um comentário jocoso sobre o time dele. E dou um beijo na testa. Que ela limpa com a costa das mãos. Pára, amor, tô escrevendo um artigo.

Então olha nos meus olhos com aquele ar de desdém. Bocó. E puxa o lençol pra cobrir as pernas. De bruços brincando com seu notebook. Olhando as unhas. Eu vendo algum desses programas no estilo “mesa redonda”. Mas adorava olhar como ela brigava com a camisola pra não deixar a bunda exposta. Linda.

Agora, ela me olha e pergunta se eu sabia que o Pearl Jam vai parar por “tempo indeterminado”. Dessa vez, solto um aham. Ela levanta de supetão. Gelo. AHAM. A tua banda preferida vai acabar e tu só fala AHAM. E agora, pensei. Disse SIM. Aff. Tu não quer conversar. E saiu batendo os pés rumo ao banheiro. Suspirei. Mulheres.

Ela volta mexendo na barriga. Amor, tô gorda? Não, imagina. Mas tu nem olhou pra mim. Olhei sim. Olhou não. Tô olhando agora. Tu acha a Claudinha bonita? Acho sim. Eu sei, tu não tirou os olhos dela. Eu??? Mas ela tava apresentando trabalho. Tu queria que eu olhasse pra onde? Ah! Vou pintar o cabelo de vermelho. Tá bom! Como assim tá bom? Tu sempre dizia que gosta do meu cabelo assim. Eu gosto, mas se tu quiser mudar não posso fazer nada. Grosso!

Desisto do programa. Desisto da revista. Levanto pra mijar. Levanta a tampa. Eu sei. Amooooooooooooooooooor. O que foi? Traz uma agua pra mim. Ok.

Vou à cozinha. Encho o copo. Tomo um gole. Encho de novo. Oba, suco de maracujá. Levo o copo. Eita exagerado, botou muito. Deixa que eu tomo. O que é isso no teu copo? Suco de maracujá. Poxa, mô, tu sabe que não gosto de maracujá. Mas sou eu que tô tomando. Eu sei, mas fica o gosto na boca. Escovo os dentes. Tá bom.

Deitei. Coberto. Resolvo procurar algum filme legal. Hitch na TNT. Ufa. Silêncio. Ei, George, quem é essa Paula que te mandou um scrap? Paula de quê? Paula Oliveira. Ah! Trabalha lá no escritório. Por que ela te pergunta se está melhor? Porque eu tava morrendo de dor de cabeça e saí mais cedo hoje. Tu sabe. Hummmmmm…Não vou com a cara dela, meio piraninha. Nessa hora eu dou um sorriso. Tu ri? Não tô gostando dessa conversa. Que conversa?

Ela bota Coldplay nas alturas. Desisto do Will Smith. Por que nunca desisto da Eva Mendes. (Oi, Eva!). Olha, Coldplay. (Irônico como sempre). Mô, bota aquela que eu gosto: The Scientist. Enjoei. Então bota Lost. Muito triste. Fix You? Não, George, tu não tem conserto. E desliga o Pc. Vou dormir. Boa noite, amor.

E agora? Quem desliga a luz? Vai você, eu fui buscar a água. Chato, cadê o cavalheirismo? Boa noite, me acorda amanhã às 10 tá? Tá. Te amo. Te amo também. Ama nada! Amo sim. Boa noite. Boa.

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