Pelo Menos Normal (GR)

29 de abril de 2008

Lá vem você, descendo a rua
Pensando em algo que não pode ter
Olha pros lados, continua
Sempre em frente, o que vamos fazer

Lá vem você, de rosa claro
Prevendo o que pode acontecer
Olha pra trás, há tantos olhos
Que parecem seguir você

Você está parada, esperando o arco-iris
De vez em quando uma risada
Você está parada, espando um eclipse
De vez em quando uma lágrima

O mundo gira e você não acompanha
Fica esperando o futuro chegar
A vida é fácil, se você sempre ganha
Mas um dia o jogo pode virar

Sei que há dor de cabeça
E um filme que demora a começar
Sei que há uma…esqueça
Não vale a pena comentar

O seu chaveiro de porquinho
Você insiste em proteger
Como se fosse um sorriso
Uma forma de se esquecer

Você olha para os lados
Como se fosse um ritual
Que te faça ficar feliz
Ou pelo menos normal

Camisa Laranja

21 de abril de 2008

Às vezes, você está perdida
Procurando a felicidade
Ou ao menos um sorriso

Às vezes, você está sozinha
Enganando a saudade
Com música ou um livro

Sei que não posso ver
Dentro do seu coração
Eu já não quero saber
Que horas são!

A sua camisa laranja
Que na verdade era preta
Combina com minha bandana
Numa dupla perfeita

A sua calça laranja
Que na verdade era cinto
Combina com minha bandana
um perfeito labirinto

Às vezes, você está sorrindo
Escondendo o seu medo
E a sua solidão

Às vezes, você está mentindo
Protegendo um segredo
Com a palma da mão

Sei que não posso ver
Dentro da sua mente
Sei que não posso saber
Como você se sente

A sua calça laranja
Que na verdade era preta
Combina com a vida
Uma atitude suspeita

A sua camisa laranja
Que na verdade não era
Combina com minha bandana
Minha bandana amarela

Constelações

16 de abril de 2008

Pra que Ter várias constelações
Se a estrela que procuro não aparece no céu?
Onde encontrarei as explicações
E os beijos que ela nunca me prometeu?

De que me adianta o dinheiro
Se o que eu quero não se pode comprar
De que me adianta o mundo inteiro
Se quem eu quero nunca irá me amar

Pra que Ter todo o azul do oceano
Se aquela gota transparente faz tanta falta?
Será que eu cometi um engano
Ou pra você tudo não mais importa?

De que me adianta luxo e compaixão
Se a verdade passa bem longe de mim
De que me adianta a sua compreensão
Se tudo entre gente chegou ao fim

Pra que Ter várias constelações
Se a estrela que procuro não aparece mais?
Pra que Ter todas as explicações
Se aquela pergunta já ficou para trás?

Pra que vencer todas as guerras
Se aquela batalha não posso lutar
Pra que controlar todas as feras
Se o medo não me deixa te alcançar

Constelações, estrelas
O mundo que não para de girar
Explicações e beijos
Verdades que não vão se revelar

Ver O Céu (George Raposo)

14 de abril de 2008

Olha! Daqui dá pra ver as estrelas
E os meus sonhos vagando no céu
Já perdi muito tempo sozinho
Esperando as respostas no papel

Olha! Daqui dá pra ver os seus olhos
E as minhas lágrimas perdidas em vão
No entanto, eu não consigo lembrar
Qual a principal razão

Vem comigo ver a lua esta noite
Parece uma entre tantas iguais
Mas eu não vou fazer você chorar
Como você sempre me faz

Olha! Daqui dá pra ver o mar
E meu destino fugindo de mim
Se eu soubesse o que há, do lado de lá
Talvez eu pudesse voar e cair

Olha! Daqui dá pra ver o seu sorriso
E os pedaços de mim partidos no ar
Eu já sei que tudo isso não é
Nada do que se possa lembrar

Vem comigo ver o céu esta noite
Parece um entre tantos normais
Mas eu não vou fazer você sofrer
Como você sempre me faz

E por mais que eu finja sentir o que sinto
Eu não tenho outra chance, poder escapar
Sabendo que o mundo é um circulo
Você nunca sabe de que lado está.

Poemas I

11 de abril de 2008

Pra começar um poema que eu fiz já tem um tempo.

Oitavo Andar (George Raposo)

O que eu vejo, não entendo
Nem pretendo conquistar
E das coisas que eu vivi
Tenho medo do oitavo andar

Descer às pressas a escadaria
Seria um tanto arriscado
E viver fugindo da realidade
Não faz de mim um alucinado

O que eu sinto não faz sentido
Sentir frio com o sol a pino
E quando me perco pela cidade
Eu me sinto como um menino

E as ondas, seu mar de ilusões
Não consigo mais surfar
Remava contra a correnteza
Hoje deixo o vento me levar

Não aceito sua proposta
Mas me vendo a qualquer preço
E de tanto me esconder
Que castigo eu mereço?

A vida me fez sentir medo de altura
Você procura palavras, compaixão
Eu nem sei o que procuro
Talvez só procure explicação

Correr sem tentar parar
Talvez seja fácil demais
Mas o que fazer depois
Quando ficar cansado?

Muito Prazer!

11 de abril de 2008

Oi,

Perdi a senha do meu blog antigo, então resolvi começar outro: Azeitona Suicida 2.

Aqui devo escrever sobre FILMES, POEMAS, COTIDIANO, qualquer coisa.

🙂

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