Violência gera violência

24 de julho de 2010

Não gosto de gatos. Nem um pouco. Mas gosto menos ainda de violência contra animais. Lembro quando eu tinha 8 anos. Morava num condomínio e lá tinha um gato que todo mundo cuidava dele. Alimentava, brincava. Todo mundo gostava dele. Eu não, mas o tolerava.

Certo dia eu, sozinho em casa, acordo com os gritos do gato vindo da rua. Quando olho da sacada do meu apto está um homem batendo com o gato contra o muro. Ele simplesmente amarrou um fio no rabo do gato e tava espancando ele. Até morrer. Fiquei com uma raiva incontrolável.

(Eu fazia terapia pra controlar a raiva. O psiquiatra me fez praticar diversas artes marciais durante 5 anos. Dos 7 aos 12. Depois fiz algumas por conta própria. Então, aos 8 eu ainda estava no auge da raiva. )

Não pensei duas vezes. Corri pro quarto do meu pai e peguei a espingarda de chumbinho que ele me deixava caçar com ele na fazenda. Peguei a caixa de chumbinhos e armei. Atirei acho que umas 8 vezes contra aquele cara. Devo ter acertado pelo menos 4. Ele ficou um tempão se retorcendo de dor no chão, todo ensanguentado. Não me viu. por que eu era pequeno e estava protegido pelo varal. Juuro que queria matar aquele cara. Nunca mais o vi pelas redondezas.

A sindica me caguetou pros meus pais. Apanhei. Fiquei de castigo. Mas eles me confessaram que eu tinha razão de estar com raiva e etc. Mas eu não poderia nunca atirar numa pessoa e essas coisas. Anos depois fiz aula de tiro. Acalmei minha raiva. Mas até hoje acho que se eu olhar um daqueles caras que matam os filhotes de foca eu atiraria neles.

Ah.

Pequena Princesa

19 de abril de 2010

Todos que me conhecem, sabem que a maioria dos textos daqui são autobiograficos, e muitas das declarações são pra mesma pessoa. Hoje mudarei o foco.  Quando ela ler saberá…vocês não.

Por muitos anos quis dizer tudo isso, você seguia em seu mundinho, seu pequeno planeta. Fazendo as coisas ficarem iguais nos mínimos detalhes. Era como o ‘pequeno principe’ versão feminina. Precisava realmente voar e conhecer ares novos.

Eu costumava descrever sua vida como uma mesa de trabalho, ou mais condizente, uma prancha de arquiteto. Mas daquelas em que cada coisa está no seu lugar, sem nada torto, nada desorganizado. Como um nado sincronizado estático.

E eu, oposto disso tudo, com a minha vida tão confusa quanto a América Central apareci. Parecia uma criança quando viu a sua ‘mesa/vida’ e simplesmente bagunçou tudo, derrubou tudo, e você tinha o prazer de arrumar. Por isso a gente se dava tão bem…

Paixão. Loucura. Riscos. Sonhos.

Uma pena eu ser ‘instável’ como você repete diariamente desde então.


Na minha ultima ‘reviravolta’, simplesmente virei as costas e fechei a porta. Deixando você com sua bagunça e aquele olhar de WHat The Fuck?

Fúria. raiva. ódio. frustração.

Mas como uma pessoa super certinha, perdoaste. Apenas bons amigos…

Arrumaste sua mesa, decidiste encontrar a pessoa ‘ideal’. Aquele que avisa que algo está torto, que te corrige, te ajuda a arrumar. Felizes para sempre?

Sorrisos. Beijos. Te Amo. Forever.

Mas o certo, o estável não era tão estável assim. Sem explicação cansou de tudo e de todos. Hasta La Vista, Baby.

Raiva. Fúria. óDio. Frustação.

Você mesma desarrumou a mesa. Atirando os ‘objetos’ nas paredes. E agora?

Ainda estou aqui. Não sou mais criança. Não sou mais um furacão. Apenas um leve brisa. Ainda com sonhos impossíveis e planos mirabolantes. Mas acredito ser o que você precisa. Um pouco de aventura, agora com pitadas de moderação.

Quem viu meus últimos relacionamentos, acredita que sou o freio de mão só você sabe que não.

(Agora lembrei daquela música dos Engenheiros do Hawaii: “Cansei de alimentar os motores Agora quero freios e air-bag”)

Bem, Pequena Princesa, fica aqui a sugestão. Ainda bons amigos?

*qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência*

Ps. Se ficares com raiva de expor sua vida assim, me desculpe. Mas provarei por A + B que estou certo. Em outro post.

Ps²: Sei que estou me dando muita importancia, mas o texto é meu e faço como quero.

Trilha Sonora da Vida

5 de abril de 2010

às vezes penso em músicas que eu ouvia há 10 anos. Como tudo fazia sentido. Como era legal ser quem eu era. (Hoje também acho legal ser eu). Mas as músicas eram importantes, tipo uma trilha sonora. O primeiro porre ao som de Nirvana, namorar no Bolichopp ouvindo Silverchair. Conversas pelo telefone madrugada a dentro ouvindo Pink Floyd. Alguém cantando “Last Kiss” do outro lado da linha.E Metallica? Unforgiven, realmente imperdoavel.

Pearl Jam. Devo créditos a uma ex-namorada que virou amiga por me apresentar essa banda. (Mas isso é outra história).

Lembrar como era Cantar “Don’t Look Back In Anger” nas aulas de Física no 3º ano ainda me fazem entristecer.  Lembro do dia que comprei “Fireworks” do Angra, ainda hoje sinto o cheiro de nuggets que mamãe fazia nessa epoca quando escuto. Alice In Chains unpplugged era tão bom que eu rodava a cidade toda dirigindo sem direção só pra ouvi-lo todo. E quando começava a tocar “Fear Of The Dark” 14okm/h era devagar. Sensacional.

Sentir o coração bater mais rápido. Ou então as lágrimas que escorriam quando ouvia R.E.M. de “It’s the End…” a “Everybody Hurts”…”Punk Rock Song” emendada de “American Jesus” faziam o meu quarto parecer um mundo intocável. Minha vida, meu filme.

E aí vinha Green Day. “When I Came Around”, “Basket Case”, “She” espancando meu cerebro. Caras e air guitars. Gritando até o pulmão cansar e a voz falhar. Porra, Dave Grohl, porra! Quantas vezes tu me fez melhor. Enquanto eu brigava com namorada, mãe, cachorro, papagaio e esmurrava as paredes e portas. (Era melhor que chutá-las, garanto)

Era uma época boa.

Que não volta mais…

Mas eu ainda posso lembrar!

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