A menina da livraria.

23 de agosto de 2010

(Numa livraria dessas com nome bacana que todos sabem.)

Lá estava eu vagando com um livro na mão. Soccernomics de Simon Kuper e Stefan Szymanski. Mas agora estava na sessão de música. Queria um livro sobre The Clash. Ou The Doors. Ou The Who. Vi um bacana do Led Zeppelin, mas o preço estava salgado. Resolvi pular os anos e comprar Heavier Than Heaven sobre o Kurt Cobain.

Eis que vem uma mulher, com um óculos engraçadão, all star preto. E uma blusa manga longa com a foto do Eddie Vedder. Não preciso dizer que foi paixão à primeira vista. Ela olhou pra mim. Eu com minha camisa do Marvel vs. Capcom. Wolverine x Blanka. Olhou nos meus olhos e sorriu. Pegou um livro sobre Freddie MErcury e sussurrou pra mim: Boa pedida.

Fique olhando aquela figura dos meus sonhos sair andando. E eu meio desligado. Quando me dei conta da oportunidade, a procurei por entre as prateleiras coloridas e nada. Aquele ser alvi-negro. Pele bem branca e roupas escuras.

Desencanei. Encontrei os amigos, outros livros. Fiquei mais pobre, mas acho que mais inteligente. Na fila pra pagar, vejo ela vindo em minha direção com um cartãozinho na mão. E num movimento clássico, sem nem parar o deposita em minha mão esquerda.

“Olá, meu nome é Hérica. Gostei de você. Aparece amanhã às 21hrs no pra ver minha banda tocar. Vai ser legal. Depois a gente conversa um pouco. Beijo Ps. Me liga. 7958-****”

Então lá vamos nós. Aventura de segunda-feira. Sempre.

Dançar ou não dançar?

25 de julho de 2010

Fora do Ritmo. Disritmia. Eu não sei dançar. Nem devagar, nem em velocidade alguma. Como te acompanhar? Aquela história de tenho um bom papo e sei até dançar. Sempre foi, só um bom papo. A tal fórmula do amor é algo bem distante. E essa música que insiste em convidar a gente pra dar alguns passos colados. Vai estragar toda minha encenação. Meu ar de galã de cinema. John Travolta.

Mas a sorte é minha amiga. O Dj tira o reggae só love pra tocar um rockzinho. Ela me pede pra dançar. Como dança rock? Sei lá. Então tá, de ‘sei lá’ eu entendo. Mas a sorte além de amiga é traicoeira e no meio dos rock rola uma baladinhas romanticas. É a hora do beijo, diz o DJ. É agora!!

Boa noite.


Marujo – Raimundos

Vou contar uma história para o povo brasileiro
e também pros companheiros que vivem em auto mar
O marujo sai de casa e deixa a família chorando
os filhos vão se criando sem pegar amor ao pai
Aprende a mexer no leme e as batatas descascar
Ele tem um headphone onde só toca ska
Maria não sai de casa pra não dar o que falar
É por isso que o marujo nunca deve se casar

Meu bem meu bem

É por isso que o marujo nunca deve se casar

Aprende a mexer no leme e as batatas descascar
Ele tem um headphone onde só toca ska
Maria não sai de casa pra não dar o que falar
É por isso que o marujo nunca deve se casar

Vou contar uma estória para o povo sertanejo
É sobre um maconheiro que nasceu no Ceará
Ele veio pra Brasília e comeu uma mulher
Logo que teve uma filha chamou de Maria José
Mas o tempo foi passando e ele teve que se alistar
Escolheu logo a marinha pois nunca tinha visto o mar
Sua mulher desesperada não parava de rezar
É porque o Zé Pereira não sabia nem nadar

Meu bem meu bem
E o resto da estória não precisa nem falar

%d blogueiros gostam disto: