Não Quero Mais.

16 de julho de 2010

Não quero mais sorrisos. Tapinha nas costas. Bom trabalho. Não quero mais ser o cara legal. Gosto de você. Apenas bons amigos. Não quero mais ser as sextas à noite. Sexo, drgoas e Rock’n Roll. Não quero ser mais o cara fofo que diz palavras bonitas. Nem vou pedir desculpas por tudo. Não quero boa sorte. Não quero até amanhã. Não vou mais elogiar o seu sorriso. Nem me perder no tom da sua voz.

Não quero mais as coisas pela metade. Nunca mais piscinas rasas. Nunca mais sonhos perfeitos. Nuvens com formatos de bichinhos de pelúcia. Não quero mais cores. Não quero mais festas. Não quero mais dias sem chuva. Não quero mais verdades inventadas. Desculpas esfarrapadas. Beijinhos de boa noite. Não quero mais silêncio nas refeições. Elevadores lotados. Bom dia, boa tarde.

Não quero mais ligar pra você. Nem mandar msg. E-mail. Scraps. Facebook. Não quero mais seu sorriso nas minhas fotografias. Não quero mais seu cheiro. Não quero mais dançar valsa. Campo-minado. Amor por retribuição. Conspirações internacionais. Não quero mais meus óculos. Minhas lentes. Não quero mais ver claramente agora que a chuva passou.

Não quero mais almoço. Não quero mais jantar. Não quero mais futebol à noite. Nem segredos pra guardar. Não quero mais pensar. Não quero ser inteligente. Não quero ler seus avisos. Ouvir meus discos. Observar meus peixes. Não quero mais TV. Te Ver.

Não quero mais ter coração. Se esse que tenho só quer me machucar. Não quero mais.

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Charlie way of life…

17 de março de 2010

Charlie Harper, o personagem dae Charlie Sheen na série Two And a Half Man, é aquilo que 90% dos homens queriam ser. Se o seu namorado diz que não, é por medo de você. No fundo é verdade!

Mas será que realmente é a vida que procuramos?

O cara é músico, escreve jingles e mora numa mansão em Malibu. Bebe de tudo. Dirige um carro esporte fodastico e pega todas as mulheres possíveis e imagináveis.

Eu viveria bem assim.

Como pode um cara falar coisas do tipo: “Sentimentos são como os seios da sua mãe. Você sabe que eles existem, mas é melhor não tocá-los” ou “O Amor não é cego, é completamente retardado”

Vocês devem dizer que não existem pessoas assim, existem sim. Conheço muitos que são assim…sentimentos pra quê?

Deve ser legal viver assim por algum tempo. Pra sempre não, porque tem hora que precisa de alguém pra conversar, compartilhar e essas coisas assim…que o amor faz.

Vou agora ser um cara sensato e dizer que você tem que ser um meio-termo. Mezzo Charlie, mezzo Alan.

E eu também conheço muitos Alan Harper…mas isso é outro assunto!

Resumindo

Foda-se!

Vendo TV no sofá

23 de fevereiro de 2010

Vendo TV no sofá (George Raposo)

Onde deixei meu coração?
Nas suas palavras mordazes que me partiram o peito
Contando os meus defeitos a quem quisesse ouvir
Ou foi quando perdi o senso do ridiculo
Ao dizer que te amava?

Deixar o vento me levar
Pra perto, onde ninguém pode me tocar
Sussurar palavras bonitas sem ninguém pra ouvir
Me perder entre os devaneios da minha mente
Simplesmente não consigo te esquecer.

Onde deixei meu coração?
Nos cartazes que anunciam a nossa salvação
Semeando esperança naquelas tristes almas
Ou foi quando esqueci de trancar a minha porta
E deixar voce entrar?

Dizer que o céu está bonito
Só por não ter algo melhor pra falar
Descrever cenários bucolicos pra te fazer sorrir
Enrolando os pensamentos suicidas num bilhete ensanguentado
Nunca poderás dizer que me arrependi.

Onde deixei meu coração?
Nas tardes de domingo assistindo TV no sofá
Esquecendo que era apenas a sala normal
Ou foi no seu jeito de sorrir, falar, andar e fazer
Eu me sentir um bobo?

Sentar em frente ao mar
PRocurar estrelas no céu nublado
Escolher casais felizes pra me fantasiar
Destrinchando todo o passado entre os dentes
Acho que está com você.

31/03/2006

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