Carreira-solo

27 de julho de 2010

Deitado no chão do meu quarto pensei que tenho que trocar minha cadeira do computador. Minhas costas doem. Ser goleiro nas segunda-feiras tem me matado. Já não penso mais nela. Nem em seu sorriso metálico, nem seus olhos brilhantes.

Só uma dor. Talvez seja uma resposta do meu corpo pras minhas noites em claro, rodando por aí. Procurando prazeres fáceis e baratos.
MAs tudo tem seu custo. O tempo cobra suas dívidas.

Voltei a desenhar. Antes já tinha voltado a escrever textos. Até poemas pra amores secretos. Acho que o próximo passo é voltar a tocar guitarra. Re-descobrindo prazeres mortos. Solitários.

Como uma carreira-solo meio que obrigado. Não tem aquela cara de fuga como um projeto paralelo. Como eu já tinha dito em algum lugar por aí, jogos eletrônicos serão meus melhores amigos nesses dias frios em São Paulo.

Aí talvez pensarei no seu sorriso metálico e seus olhos brilhantes. Sem dor nas costas. Ou futebol nas segunda-feiras.

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