A Santa profanada.

2 de março de 2011

Deixa de ser abstêmia. Para com essa fantasia de santa. Sei que prefere ser profana. Não, não. Quero você mais dramatica. E mesmo assim não consegues combinar com meu show.

Por favor, não pare de falar. Essas palavras quaisquer vindas da tua boca suavizam meus sentidos. Quero mais alcool e você quer mais amor. Mas amor eu não sei como te dar. Enche meu copo com essas piadas sem graça. Traga mais blues pra minha vida. E jorre o som dessa risada tão bonita.

Não me chame de absurdo. Não me chame de qualquer coisa. Prefiro não ouvir as bombas. Nem o surdo da banda que acaba de passar seguindo a voz do povo pra melhor decidir.

Deixa eu falar de alegria. Gosto quando aparece o arco-íris lá no alto. É sinal de que em algum lugar uma criança sorri. Misturada com a chuva e o sol.

Para com isso. Tira essa luva. Vem comigo. Deixe-se contagiar por esse meu lado antimelancolico. Se for uma doença vamos pro hospital de mãos dadas. Tire essas amarras. O ridículo é fechar as portas para o amor. Fique desnuda. Fique do jeito que você quiser. Seja o contrário do que já foi. Tente mudar. Se não der certo, eu te aceito do jeito que você vier.

Venha sem doses de amor, vestida de freira com um decote generoso que eu faço o drama que você quiser.

 

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