Polvilhados de açúcar

26 de fevereiro de 2011

Não adiantou colocar The Killers, o som que sobressaía era o barulho da batedeira. Manteiga e açúcar teriam que formar um creme claro… Parei com as cascas de ovos e medições de farinha, fiquei olhando o girar do eletrodoméstico, o granulado do açúcar, a leveza, a brancura, a delicadeza, e tudo aquilo era você. O mundo acabaria e eu com os braços alvos sobre o mármore negro, n’um constrate só não maior que nós dois juntos.

Aos poucos o amarelado do creme esvaiu-se, era uma espécie de prova que no final tudo ajeita-se. Esqueci o forno ligado pra não fugir da rotina de busca pelo perigo, ignorei a porta da geladeira aberta… Ignorei até mesmo os outros ingredientes e tudo podia parar ali no creme de manteiga e açúcar, seria suficiente. Pra quê bolo quente sem você para uma xícara de café? Era algo sem lógica em minha cabeça.

Poderia correr com um pedaço de bolo até aí. Sim, eu poderia. Na verdade, poderia correr até aí só pra polvilhar açúcar na gente, o mais belo buffet.

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