Dê o seu melhor sorriso pra mim…

6 de fevereiro de 2011

“Fecha a janela, amor. Tá frio. Não quero ficar gripado. Larga esse livro de mão e vem deitar comigo. Apaga a luz. Tá tão aconchegante aqui debaixo dos lençois e você aí sentado de óculos, lendo. Troque essas leis todas por um pingo de amor. À Luz de velas. Só mais uma vez. Não esquece da cortina.”

Já cansei de esperar o silêncio se apagar com o tempo. Você não diz uma palavra, eu não ouço mais nada. E então nossas conversas se mantem assim, dois assuntos diferentes que se encontram como paralelas no infinito.

É tão engraçado como você classifica “discutir relação” na sua agenda. Ali no meio, entre fazer supermercado e comprar um esmalte novo. É como um costume, mas eu não me acostumei. Com horas e horas de palavras ao vento. Sem sentido. Sem sentir que estamos chegando a uma conclusão.

Eu grudo meu chiclete embaixo da carteira enquanto você presta atenção a tudo aquilo que o professor professa. Não é um mundo perfeito, meus defeitos estão tatuados em minha testa. Não teste minha paciência, de ciência eu entendo muito bem e você não faz parte da parte que me faz falta. Feche os olhos e pronto. Lados opostos.

Olha o poste, não é de borracha. Até a semana que vem. Os lençois maranhenses talvez façam a diferença entre o tchau e o até que a morte nos separe. Repara como estou melhor, sem vocÊ.

 

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