Meia-lua pra frente e soco

4 de fevereiro de 2011

Ela sai do banho sempre com aquele perfume nos cabelos, aquele que homem nenhum por mais que tente consegue imitar. Se infiltra em meu nariz paralizando meu cerebro. Nem mesmo um penalti aos 44 do 2º tempo tem esse efeito.

E ela desfila, me ignorando, do banheiro até o guarda-roupa. De soslaio percebe o meu sorriso abestado com o controle na mão perdendo a luta que acontece na tela, mas eu nem noto. Totalmente embriagado.

Nessa hora ela poderia arrancar todos meus segredos com uma simples pergunta. Poderia descobrir tudo que eu fiz nesses anos e nas vidas passadas. Arrancar confissões até daquilo que eu nunca fiz, mas pensei em fazer.

O perfume de uma mulher deveria ser usado pra tortura em alguma cultura antiga. Fazia todo sentido. Nada entorpece mais um homem do que isso.

Ela então coloca aquela camisola branca com um desenho de uma bonequinha. Aquela que não tem muito de sexy, mas que no meio da noite insiste em subir e deixar sua bunda a mostra. E nessa hora os trofeus do playstation ficam pra próxima encarnação, sem perfumes, camisolas e ela.

 

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2 Respostas to “Meia-lua pra frente e soco”

  1. antitética Says:

    Muito bom!

  2. seane Says:

    Ahnnn, queria que alguém escrevesse isso pra mim algum dia =X


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