ela tá dançando e o Pimpolho tá de olho.

2 de fevereiro de 2011

Ela me hipnotizava com suas citações de autores que eu nunca nem tinha ouvido falar. Explicações básicas sobre tudo que eu um dia imaginara ser impossível. Ela conseguia falar sobre tudo ao mesmo tempo e me deixava boquiaberto com tudo aquilo. Não conseguia entender como existia alguém assim. Na verdade, não conseguia nem saber ao certo o que eu sentia por ela.

Dizem que no amor tem que ter admiração. Admiro essa mulher por completo. Inteligência, sorriso e bunda.

Ouvir explicações sobre comida mongoliana. Costumes koreanos. Sotaques portugueses. Porque as mães se reunem na Praça de Maio. Qual a mentira do primeiro de abril. Porque o céu é azul. Porque existe o lado escuro da lua. Como se faz asfalto. Tranças. Maquilagem.

Ar de professora primária sem perder o brilho sedutor da segunda-feira.

Ela pensa que eu finjo que não sei de nada. Só pra ela poder me explicar. Ela gosta disso, eu gosto daquilo. E assim caminha a humanidade. Nas nossas conversas sem nexo, nos beijos calorosos e nos dias cinzas.

Ela recita Olavo Bilac e Manuel Bandeira. Sussurra letras de Caetano e Djavan. Explicando cada verso como se fossem seus. Eu só ouvia Molejo e sabia todas as músicas do Exaltasamba. O que devo fazer? Continuar sendo uma farsa ou contar toda a verdade?

Se eu te ganhei no paparico. Ou se isso não é amor, é cilada. Tanto faz.

 

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