Qual a resposta?

31 de janeiro de 2011

Não entendo quando Dylan me diz que a resposta está soprando no vento. Encho o peito de ar e desejo gritar seu nome bem alto, mas não sai. A letra A. O plano B. Coisas que se define com apenas uma letra. Eu tenho duas. E as rimo com o que eu quiser. Numa batalha lenta entre sons e o silêncio do seu corpo dormindo.

É uma cena imperdivel, o jeito que você rouba as cobertas. De olhos bem fechados parece uma boneca deitada em seu castelo de plástico. Eu sou a única peça fora do contexto. Sem texto, sem papel pra desempenhar. Apenas um figurante nesse teatro. Fora de cartaz. Como um sonho antigo que não lembramos ao acordar.

Da sacada do meu quarto posso ver o mar, posso ver o céu mudando de cor, a avenida lá embaixo começando a se movimentar. E você nem parece notar. Você está do mesmo jeito mesmo com tudo diferente ao nosso redor. Está na hora de preparar o seu café da manhã. É sempre bom uma surpresa de vez em quando.

Vou à esquina comprar o pão. Afinal, até quem me vê na fila sabe que estou com fome. Você também, mesmo dormindo. Na volta passo e compro uma rosa. Pra romantizar o nosso dia. Primeiro dia do resto de nossas vidas. Eu e meus dramas. Devia escrever sobre isso algum dia.

Boa idéia. Escrever um poema. Mulheres sempre gostam de poemas. E você não pode ser diferente. Mas qual é mesmo o seu nome? Acho que algo genérico pode servir.

 

* essa propaganda do Post-It é sensacional *

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