Strike 1

24 de janeiro de 2011

Ando atrapalhado, derrubando tudo que não pode ir ao chão. Sujando a camisa nova com molho do cachorro-quente. Meio distraído como se nada mais tivesse importância, desligo do mundo e penso nos seus olhos quase-negros. Me perco em sonhos onde nem apareço, esqueço que você é atriz principal do meu canal do tempo. Tempo que está passando, esgotado. Próximo.

Eram rosas, ou qualquer outra flor. Não entendo de nada disso. Desvanecendo, bem-me-quer, mal-me-quer. Quero-quero. Misturo as palavras, confundo os verbos e o discurso sai meio gaguejado. Abraça forte. Não me deixa ir. Ou vá comigo. Que tal? Pegue o próximo avião com destino a felicidade. Falsidade? Não, isso é só a verdade.

Tenho que desligar agora, amor. Não esquece de fechar a porta. Não esquece de rezar antes de dormir. Não esquece de mim. Nem por um segundo. Se fosse isso, seria tão bom. Quando o sorriso do porta-retrato te fizer lembrar de mim, esqueça. Não me tire da cabeça. Sou só mais um na lista de presença. E sempre esqueço de levantar a mão pra perguntar. O que você quer saber?

Até qualquer dia. E que essa carta fique guardada no seu baú por um bom tempo. Mas se quiser queimá-la ou usar como papel higiênico de cachorro, tanto faz. Até mais.

 

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