Saia rodada

10 de janeiro de 2011

Ei, garota, tira essa saia rodada e vem pra minha cama. Vamos esquecer o mundo lá fora. Deixar o verão pra semana que vem. Perder a hora, o trem e chegar atrasado na segunda-feira. Fim de semana prolongado. Lua de mel antes do casamento. Antes de deixar tudo pro lado de fora. Não levante pra jogar o lixo fora. Não alimente o seu gato. Esquece o que estiver fora do quarto.

Vamos viver nessa bolha. Naquelas bolinhas de cristal com neve. Vem balançar meu pequeno mundo. Até amanhecer. Não quero maratonas, só sessões infinitas de prazer. Deixo você me morder. Seu amor canibal. Posso puxar seus cabelos, dizer coisas impróprias para menores. Sem pudores, garota.

Você pode gritar, acordar os vizinhos, acordar o resto do planeta. Desliga o telefone, foda-se o plantão e vem foder comigo. Não, garota, sua mãe não precisa de você agora. Nem tem contas atrasadas, nem vai passar novela. Deixa de coisa. Deixa de deixar. Assim. Isso. Vem pra cá. Tira essa saia rodada. Entra na dança. Deixa o inverno pra quem sente frio. Esquenta meu corpo, meu coração, meu café gelado. Deita aqui do meu lado. Treine o rebolado. E o fim do mundo não virá essa noite.

E então a gente se entende. Entre tapas e beijos. ódio e desejo, garota.

 

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