Quando seria estranho?

4 de janeiro de 2011

Ela – Eu acho que tô apaixonada, e agora? É grave? Passa? Tem cura? Preciso de quarentena?
Amigo – Não, apenas deixe-se levar.
Ela – E não dói? Preciso de gesso ou algo assim?
Amigo – Dói nada!
Ela – Então tá.

Então tudo bem, ela o desarma mesmo, ela o desarma e ela tem a boca pequena e ele prefere a cara séria. E ele é um bobo. E ela é tão boba. E a narradora aqui é mais boba ainda. Você, leitor, também é bobo. Somos todos bobos, mas não mais que a chuva lá fora. Opa, a chuva passou! “Posso ir vê-lo?”, ela pergunta. Não, menina boba, não pode! Então ela engole o choro e a narradora continua cantarolando uma canção qualquer de Jobim, torturando a pobrezinha que continua sentada em um canto, não sabendo que ele lá longe assobia a mesma canção, igual aquela noite em que somente o uísque fazia companhia a eles.

Estranho seria se ela não se apaixonasse por ele tantas vezes, todo dia.

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3 Respostas to “Quando seria estranho?”

  1. @alaurinha Says:

    Que texto bobo, tão bobo, tão fofo! O que seria do amor sem essas coisas bobas né? ^^


  2. Verdade, o que seria do amor sem essas bobagens?! ^^

  3. Rafaela Says:

    O amor não seria nada!


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