Auto-reverse

3 de janeiro de 2011

 

Ela pergunta que horas são? Quanto falta pra chegar? Ansiedade bate na porta, quer libertar as borboletas do estomago. O seu âmago. Quer mil abraços, toneladas em beijos tudo isso pra viagem. Amor de verão ou verão que estava certa ao dizer que dessa vez casaria e teria 3 filhos? Mordiscava a carninha do dedo de tensão. Será que ele ainda estava a lhe esperar? Será que estaria na porta de desembarque com um buquê de rosas? Será? Tantas dúvidas, tantas incertezas.

Queria que a vida e seus auto-reverses parassem por aí. Não queria mais mudar de lado, ao lado dele seria feliz. Só podia ser. Afinal, qual o final feliz que se espera? Não gostava de pontos, paragrafos. Adorava as vírgulas e se deliciava com reticências. Dentro do avião cantarolava alguma canção do U2. Saudade.

Batuca a mesinha de refeição. Ignora o aviso de prender os cintos, não quer saber de mais nada. Está em outra estação. Algum lugar entre o fim do mundo e o amor perfeito.

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Uma resposta to “Auto-reverse”

  1. antitetica Says:

    Semana passada vi duas cenas românticas no aeroporto: um cara visivelmente ansioso com um buquê de rosas esperando a mulher e uma guria que levou champagne e taças pra brindar com um cara.


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