É pouco pra mim.

10 de dezembro de 2010

Ufa. Consegui. Pelo menos por hoje. Joguei fora todas as tralhas que ainda me faziam lembrar do silêncio. E ganhei apenas uma leve distenção na coxa que talvez seja um problema no futebol de segunda-feira. Um pequeno preço a pagar por montanhas de sorrisos que virão daqui pra frente.

Você pediu meu telefone. Eu pedi pra você não me ligar. Simples assim. Não quero mais ouvir sua voz de criança em plena madrugada, interrompendo o melhor do sonho. É fácil dizer adeus. Você aprende. Até meu cachorro aprendeu a rolar, talvez você também consiga se fingir de morta e sumir.

Irreversivel é só o fim pra mim. Então a história teve um ponto final. Não ponto continuando ou ponto paragrafo. Não sou Tiririca, mas nunca gostei de ditado. nem cópia. Preferia decorar a tabuada. Escrever de trás pra frente era um dos meus dons de menino gênio que se perdeu quando conheceu o Rock’n Roll, o futebol e as saias mais curtas das meninas mais velhas.

Arrumando as malas, de volta pra casa, ver os meus amigos e meus amores secretos e talvez futuros. Mulheres sem coração, mas com seios fartos e carinha de safada. Afinal, eu agora estou atrás de mulheres com cara de atriz pornô. Pelo menos a chance de se enganar com essas é menor. Não, você não me enganou, eu sei. Mas pediu substituição ainda no primeiro tempo.

Eu quero uma mulher que chame o jogo pra si, e decida com um arremesso da zona morta faltando apenas 2 segundos pro fim do jogo. Que não tenha medo de nada, a não ser de barata. Que faça amor de luzes acesas e que peça pizza de presunto quando tiver fome. Não discuta a minha escolha pro cinema de domingo nem pergunte porque estou triste se meu time perdeu.

Queimei as suas cartas, algumas ainda estavam em envelopes lacrados. Sim, eu nunca a levei a sério, talvez seja um erro. Não sou Guilherme Tell e talvez eu acerte sua cabeça e não a maça. Caminho em circulos sabendo que estou perdido, mas tento manter as aparencias. Eu seria um grande ator, fingindo felicidade com o peito vazio ou fingindo tristeza quando seguro as gargalhadas. Você.

Escrevi letras de música pra amores passados, antes você, meu ex-bem. Cantei algumas coisas em jam sessions com amigos, mesmo você afirmando que não tenho ritmo e sou desafinado. Eu sou outra pessoa com você. Eu era. Voltei a ser eu mesmo nas mesas de poker e nos shows de rock pela cidade. Quem me vê apanhando da vida, duvida que eu vá revidar. Tô me guardando. Eu sei. Pro carnaval. Talvez Chico me entenda. E atenda o telefone quando você ligar.

Mas não me ligue hoje, nem amanhã, nem qualquer dia. Não quero mais ouvir as mesmas histórias. Figurinhas repetidas em álbuns completos. Você não serve nem pra trocar. Queimei suas fotos, algumas tinham sorrisos incontidos, em outras eu estava tão feliz que hesitei por quatro segundos. Mas foi melhor pra mim e pra você.

Relaxe, eu não joguei seus livros fora. Nem os discos da Alanis. E aquele quadro que você pinto continua pendurado na minha sala de estar, certas coisas são impossiveis de se jogar fora. Certos problemas devem seguir conosco até o fim.

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3 Respostas to “É pouco pra mim.”

  1. Dricolina Says:

    “Muito pra mim eh tao pouco, e pouco eu nao quero mais…”

  2. George GD Says:

    Acabei de chegar do show do Moska e ele canta essa música, muito boa!

  3. Dricolina Says:

    Hahahahaha, fiquei feliz agora, GD!
    Adoro o Moska!


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