Esse não é um texto comum.

30 de outubro de 2010

Não quero escrever nada que preste hoje, quero até pedir desculpas as poucas pessoas que ainda tem saco de ler alguma coisa por aqui. Eu só quero jogar fora todo ódio guardado a sete chaves no meu peito desde muito tempo. Eu queria poder gritar, encher a cara, descarregar o mundo nas suas cabeças. Ecoar em sua mente toda dor que eu quero expurgar da minha vida. Todo mal que me causaram nos longos caminhos dessa estrada.  Refugiar-me em algum peito macio ou no frio da minha cama vazia. Cansei de ser incompleto sem alguém, quero me bastar em mim mesmo.

Esquecer de todo mundo que não importa mais, fechar a porta e repetir mantras até que tudo esteja mais claro.

Já pensei em socar as portas do guarda-roupa até que arranque algum sangue e meu pensamento mude o foco. Talvez chutar a parede com tanta força que não precise mais do meu pé e não pense em caminhar até onde possa alcança-la. Ela, sim, ela.

A saudade do que não quero mais, a saudade das palavras mágicas e dos sorrisos indecisos. A porra da saudade de dizer a verdade sem buscar nada em troca.

Descarregar a adrenalina do ódio às vezes é uma tarefa árdua que não estou preparado pra realizar. Jogar tudo pro alto e fugir é bem mais fácil, eu já consegui. O problema é quando aquilo do que se foge começa a nos perseguir feito uma sombra, nessas horas me sinto o cão atrás do próprio rabo ao inverso.

Correr correr sem tentar parar. Talvez eu possa fazer como o Forrest Gump e sair por aí sem querer chegar a destino algum. Só correr, conhecendo paisagens, pisando em bosta, afinal shit happens. (Smile face)

Era só isso que eu queria dizer, muito obrigado a todos que leram, não sabe como me faz sentir melhor. Afinal, esse não é um texto comum, é mais um passo ao auto-reconhecimento físico, mental e intelectual.

Até a próxima.

Anúncios

5 Respostas to “Esse não é um texto comum.”

  1. Jéssica Says:

    Jessicando…

    *:

  2. Lu Says:

    vc é apaixonado, reconheço esse sentimento

  3. Tangerine. Says:

    Pois então corra sem parar ou escreva no blog que quer correr sem parar. Afinal, não é para isso que o blog existe?

  4. Dricolina Says:

    GD, o que vc descarrega vira outra coisa pra gente que le.
    Mas nao da pra evitar a tormenta. e nem tem outro caminho de saida. melhor afundar no oceano que tentar brigar com as ondas. mas um dia a gente acorda e ve que o mar esta tranquilo.
    te desejo tudo de bom!

  5. Tati P. Says:

    Caramba! Não estava mais aguentando estudar aqui e me bateu uma vontade louca de jogar tudo pra os ares e fugir também. Para aquietar minha mente – ou sei lá o quê eu vim fazer aqui na internet -, coloquei no Google: “O que te deixa feliz?” e acabei parando no seu blog.

    Então encontrei esse texto, realmente, nada comum. Pois, ao lê-lo, fui-me sentindo esvaziar a raiva também. Enfim, não só ‘me deixou feliz’ como também me fez desabafar!

    Parabéns pelo blog, GD. Você escreve muito bem – e com o coração!

    De sua mais nova leitora,
    Tati


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: