Listras, pinguins e lamborghinis…

1 de outubro de 2010

Nosso amor é como uma canção dos Beatles. Cheio de Yeah Yeah Yeah. Harmonicamente chamativo. Simples. Direto. Sem floreios ou bobagens. Amor. Na forma mais sincera que existe num casal. às vezes banco o romântico e roubo algumas flores no caminho pra casa dela, às vezes banco o revolucionário e deixo ela me pagar o jantar. Fora isso. Tem o tempero certo de comida caseira. Daquelas de elogiar pra todo mundo, a melhor cozinheira da região.

De vez em quando um violão, uma canção delicada. De vez em quando uma guitarra, metal pesado pro seu ouvido. Ela, minha Marian Keyes. Eu, Stephen King. Nós dois, um filme de Woody Allen.  Uma salada de frutas amorosa. Alguns dizem que a gente não poderia se completar. Alguns dizem que um anula o outro. Eu só digo. And I Love Her.

Andando de mãos dadas pela Litoranea, olhando a Lua e sentindo o cheiro do mar. Ela alerta. Olha, amor, uma estrela cadente, temos que fazer um pedido. Pedi uma Lamborghini, já ela, não faço a mínima. Ela perguntou o que eu desejei. Respondi sinceramente. Eu, obviamente, perguntei o que ela desejou. Disse que não poderia, senão não realizaria. Malditos desejos ocultos. Nunca fui fã de ocultismo.E ainda fiquei (ficarei) sem a minha Lamborghini no raciocinio dela.

Certa vez ela desejou um ursinho de pelúcia numa daquelas máquinas que viviam espalhadas pela cidade. Gastei uma fortuna em fichas e peguei um Pinguim. Todo contente corri até onde ela tomava sorvete e entreguei com o sorriso maior que eu tinha. Ela com seu olhar mais frio apenas replicou. Não gosto de pinguins. Como assim? Quem no mundo não gosta de pinguins. Hoje, ela só dorme abraçada com ele. Quem entende?

Hoje pela manhã acordei querendo uma camisa nova do Santos. Eu estava cansado da minha listrada. Sempre preferi a listrada. Queria uma da branca. Acho que só prefiro a listrada porque sempre me sujo comendo e na branca aparece mais. Comentei meio de relance com ela que iria comprar uma nova. Mas nem saí de casa. Teve jogo hoje na TV. Era minha folga. Ela chegou do trabalho já fazendo alarde. Amooooooooor, tenho uma surpresa. Imaginei logo um pote de sorvete de doce de leite. Sei lá. Era a fome. Ela vem toda vestida com a camisa. LISTRADA. Percebendo a minha hesitação e frustração perguntou o que tinha de errado. Nada, amor. Obrigado. Resultado, perdemos de 3×2 em casa de virada.

De vez em quando ela diz tchau e eu digo oi. Como uma canção dos Beatles. Mas talvez nossa história coubesse em Eduardo e Mônica também.Afinal, quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?

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Uma resposta to “Listras, pinguins e lamborghinis…”

  1. Inez Garcia Says:

    meldels, n existe cara mais fofo q tu.


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