Love, love me do…

26 de setembro de 2010

Engraçado como ela sempre lembrava letras completas das músicas. Eu sempre a olhava incrédulo. Nessa tarde, lavando as louças do almoço ela cantava “If I Fell”. Já tinha visto essa cena várias vezes. Era como um filme da sessão da tarde. Mas o efeito foi hipnotizante. Do sofá eu a via e ouvia aquela voz doce suplicando por um amor sem dor. Tentei imaginar, vizualizar, contextualizar e outras ações inerentes, como era o nosso amor, sem dor. Um flashback passional. Na verdade, tá mais pra uma retrospectiva.

Lembro do primeiro beijo. Da primeira briga. Da primeira vez que andamos de mãos dadas pela praia. Do dia que quebrei meu braço. Do dia que ela desmaiou. De quando a pedi em casamento e ela disse não. De quando ela mudou pra minha casa. todo passo a passo.

Pensei como estava me sentindo bem. Como ela era a mulher perfeita. Como meu felizes para sempre funcionava. Se eu tivesse escrito a história do meu jeito não seria tão boa quanto era a realidade.

Num ímpeto incontrolável peguei o violão e sentado no banquinho da cozinha cantei Love Me Do. E a gente se amou, na bancada mesmo. Nessa hora entendi o que queriam dizer ao afirmar que se o mundo acabasse aquela hora seria feliz. Ela era tudo que eu sempre sonhei. Precisei. PRa sempre ao seu lado, a gente prometeu. E cá estamos tendo que lavar a cozinha porque derramamos extrato de tomate por todo o chão.

Twist and shout, baby.

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