Um porto com caneta azul

21 de setembro de 2010

Depois de tanto tempo navegando em mares desconhecidos chega a hora de aportar. Cansei de vagar por aí a esmo. Ao sabor do acaso. Sem ter onde ancorar. Sem um porto seguro ou mesmo caldaloso. Tanto faz. Só queria pisar em terra firme. Firmar os pés em algo concreto. Esticar as pernas. Descansar. Numa rede em uma praia qualquer. Com sombra e água de coco. Você ao meu lado retocando o seu bronzeado tomando algum drink colorido com aqueles guarda-chuvinhas enfeitando.

Cansei de fugir, de estar em constante mudança como um procurado da Justiça. Mudando de residência de (poucos) tempos em tempos. Meu barco a vela, não revela mais meu rosto surrado, meus sussurros, o medo que tenho da noite sem estrelas. O mar é meu melhor amigo. Canta suas mais belas melodias pra me ninar.

É aí que você entra. O meu porto. O local exato pra baixar âncora. Acomodar os pés cansados, frios e recém descalçados. Onde posso esparramar minhas melhores palavras. O meu lado sensível. Apaixonado e amoroso. Também é o lugar ideal pra descer com toda muamba que acumulei nesse tempo em “auto-mar”.

Só queria poder te abraçar sem ter medo do que acontecerá depois.Sem esperar por algo mais. Deixar a onda levar como sempre foi. Na verdade, eu preferia te levar em meu barco. Volta ao mundo eterna. Só nós dois. Só se for a dois. E pronto. Escreveríamos um final feliz. Com caneta azul.

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