Cadê o sentimento?

31 de agosto de 2010

Eu adorava passar minhas férias na fazenda. Ainda mais quando na cidade mais próxima tinha uns “festejos”. Nessa época, vinha gente de tudo quanto era lugar. Todo mundo tinha um parente naquela maldita cidade. E portanto, tinham muitas meninas interessantes. E o carinha da capital sempre se dava bem.

Quando eu ainda era moleque, tinha uns 17 anos conheci uma menina. Loirinha. Muito gatinha. Daquelas que são lindas, mas não sabem. O alvo ideal. Ficamos no último dia dessas férias. Não nos despedimos direito porque o meu “parceiro” de caça bebeu demais e tava passando mal. Hora de partir.

Nos 6 anos seguintes nada dela aparecer pela cidade. Nos dois primeiros anos perguntei pra Mariazinha, filha da Santinha, que era amiga dela. Mariazinha respondeu que ela tinha ido morar em Imperatriz e tinha férias em outros meses que não coincidiam com o festejo de junho/julho. Fiquei triste, mas havia outros peixes no mar.

Quando eu estava na seca, sabia que chegaria a época das férias. Sexo fácil e bem apaixonado. Por parte delas, lógico. Era muito bom enganar as pobres menininhas do interior. Tiro Certo. Eu sempre levava uns amigos pra completar a equipe de tiro. Só sniper. Head Shot.

Acontece que em um ano desses, quase sem querer, a encontrei. Primeiro dia. No pique. Quase sóbrio. Ocorre que eu já tinha ficado com outra doida lá. Que por acaso tinha ido em casa trocar de roupa. Era hora de usar de toda habilidade ninja naquele dia e sumir. Consegui ir com a loirinha pra beira do rio, que era mais deserto a noite. Conversamos a noite toda, ficamos, namorandinhos. Ela contou que estava morando em São Luís, fazendo medicina. Não consegui passar dos beijos ardentes.

Segundo dia. Ela não pôde sair de casa a noite porque era aniversário da vó ou algo do tipo. Então só ficamos nas caricias diurnas, nada mais.

Terceiro e último dia. Eu já tava louco. Ainda não tinha comido ninguém. Era agora. Beijos ardentes, carícias maliciosas dentro do meu carro. Mão naquilo. Aquilo na mão. Que legal, nós dois pelados aqui. Não é que ela chupa que é uma beleza?

– Tira a calça, benzinho.
– A não, amor, só faço amor se tive sentimento. Só se namorar comigo!
– Eu namoro, prometo.
– Não acredito em ti. – ela se recompos e já foi saindo do carro.
– Mas…
– Me procura em São Luís, ou então até o ano que vem

É, amigos. Ela continuava linda e agora era perigosa porque descobriu que era linda. E eu fiquei na mão, literalmente. Muita confiança dá nisso. E o pior são os amigos contando suas façanhas sexuais. E rindo da minha cara. Bonito. Bem feito. Cadê o sentimento? Sinto muito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: