fora da linha

28 de agosto de 2010

O cenário era o mesmo de sempre. A mesma mesa de bar perto da sinuca na saída da faculdade. Happy Hour de segunda-feira. Os personagens principais eram os mesmos. Algumas variações nos coadjuvantes. Nesse dia eramos apenas nós 4. A galera da equipe de trabalho. Estavámos comemorando mais uma nota 10 numa apresentação qualquer.

Cerveja, e os assuntos de sempre. Mulher, futebol, dívida externa, religião, reforma do código civil e por aí vai. Mas nesse dia paramos no assunto mulher quando Junior, nosso amigo gay, solta a bomba:

– Caras, ontem eu comi a Carlinha. Sensacional aquela mulher!

(Carlinha era a menina mais cobiçada do curso de Direito inteiro. Era simplesmente maravilhosa. Eu me perderia nas palavras se tentasse descrevê-la.)

Espanto geral. Ficamos os 3 se olhando e olhando pra ele, com aquele sorriso idiota. De “e aí? Não vão falar nada”

– Mas tu num é viado? – retrucaram.
– Sou. Mas a gente tava lá vacilando, papo vai, papo vem. Rolou.
– Filha da puta. Tu e ela.

Sei lá. Eu não sou daqueles que rotulam as coisas. Ou que acham legal ter muitos gays pois sobra mais mulher. Defendi a posição dele naquele dia, como defendo até hoje. Eles chegaram até a namorar. Coitada.
Mas o Cadu estava meio certo quando afirmava que gay era gay. Não podia ser bissexual. SE tu não curte mulher, não curte com as mulheres, cara.

Apesar de que na hora eu acho que era inveja. Todos queriam pegar a Carlinha.

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