As Porcelanas e o São Bernardo.

27 de julho de 2010

Depois do terceiro beijo eu já sabia que não daria certo. Ela é uma loja de porcelana e eu sou um São Bernardo. Combinação impossível. Mas eu sou burro como uma porta. (Até hoje não entendo essa expressão. Por que a coitada da porta é burra? Ela faz seu papel, direitinho. Abre quando a gente quer e fecha quando é preciso. E o burro? Por que ele é menos inteligente que um cavalo?). Refazendo a expressão: Como eu sou teimoso como um burro, não aceitei isso.

Tentei. Quebrei todas as tacinhas. Bonecas chinesas. Aquelas coisinhas bonitinhas que minha mãe tinha na mesa de centro da nossa antiga sala de estar. Previsivel. Destruí completamente tudo. E como era inevitavel, me cortei. Feridas profundas que se tornarão cicatrizes, mas eu posso me curar. Ela também pode, mas terá que juntar todos os pequenos pedacinhos. Isso dá trabalho. Acredito que ela consiga. Ela nunca desiste. Admiro esse lado dela. Ainda.

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Uma resposta to “As Porcelanas e o São Bernardo.”

  1. Carol Bosaipo Says:

    Só vim comentar que acho esse um dos melhores! A comparação de uma loja de porcelana e um São Bernardo é perfeita =)


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