Virando Poeta.

23 de julho de 2010

Aula de Gramática. 1996. 7ª Série. Colégio.

– Ei, George, faz um poema pra eu conquistar a Talyta, faz?
– Rapaz, o negócio não é assim…
– Faz, pô. Tu é o melhor que conheço nisso. Pode pegar um velho que tu já tenha guardado em algum lugar. Me dá um poema? Tô apaixonado por ela. Ela gosta de poesias.
– Compra um livro e dá.
– Não, tu não entende. Tem que ser um poema dela. PRa ela sentir que é dela. Deixa de ser assim, bixo. Tu é meu amigo ou não é?
– Tá eu faço. Mas tu vai pagar meu lanche a semana inteira se der certo, ok?
– Ok! Cara, brigadão. Tu é brother.

Fiz a merda do poema. Um daqueles bem água com açúcar. Típico pra meninas da 7ª série. Deu certo. Ele conquistou a Talyta. Ficaram um tempinho, mas logo ela descobriu que eu tinha feito o poema e largou ele. Até hoje eu não sei como, mas sim. Depois que mudei de colégio no ano seguinte eu nunca mais conversei assim com ele. Acho que ele pensa que eu que disse pra ela que tinha feito o poema.

Depois de 3 anos, a gente se encontrou numa festa qualquer e até ficamos. Ficamos amigos e um dia fiz um poema pra ela. Porque ela merecia um poema sincero.

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Uma resposta to “Virando Poeta.”


  1. Mal entendido heim? Mas, eu acho queele nao acha que tu que disse, hoje em dia, ele deve saber que nunca daria certo ele não ter feito o poema. Sorte a dela, ganhou dois poemas! hehe 😛


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