Listando paixões

21 de julho de 2010

Adoro listar coisas. Melhores cantores. Jogadores. Cobradores de falta. Goleiro. Foras que já levei. Melhores beijos. Sexo. Melhores dias que passei trancado no meu quarto. Camas. Carros que dirigi. Pilotos de F1. Frases que meu pai já disse. Viagens. Livros. Filmes. Frases de livros ou de filmes. Celulares. Jogos de Video-game. Gols. Camisas de Times. Basquete. Tênis. Copas do Mundo. Música dos Engenheiros do Hawaii. Discos do Pearl Jam. Iron Maiden. Vocalistas do Black Sabbath. Tudo.

Ponho em uma ordem pra eu saber. Adoro ordenar as coisas. Então ontem numa daquelas noites sem fim, sem sono. Sem ninguém pra conversar. Resolvi listar minhas paixões. E pela primeira vez na vida não consegui ordená-las. Não queria ser injusto e classificá-las por duração. Nem sempre o tempo mede intensidade. Não sabia qual critério usar. Não queria magoar ninguém no meu íntimo. Decidi que o iria fazer pela quantidade de marcas que ficaram no meu coração. Quanto cada paixão deixou. Mas aí não seria justo porque algumas feridas ainda estão abertas e outras ainda se formando. Nunca se sabe quais deixarão cicatrizes. E por essas que invejo Nick Hornby no seu Alta Fidelidade.

Decidi que não dava, me dei por vencido. Pela primeira vez não conseguia listar alguma coisa. Determinar o quanto uma paixão foi dolorida não é possível. Cada dor é uma dor. A propósito já fiz uma lista das piores dores que já senti. Físicas. Não mentais.

Impossível.

Então resolvi listar coisas mais tranquilas como sorrisos.

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