A Hora Certa

16 de junho de 2010

Lembro como o tempo parou. Você ali ao meu lado. Falando. Com um sorriso meio nervoso, meio natural. Falando. Confessando paixões. Admitindo planos secretos e infalíveis. Sonhos. Camisa do Brasil sempre contrastando a minha da Argentina.

O vento nem era frio. A música nem era boa. Na verdade, tocou Let It Be. Eu lembro. Cantamos. Contamos. Rimos. Falei de coisas que não deveriam ser ditas. Futebol. Igreja. Política. Externa e Interna.

Seus olhos brilhando. Seu sorriso. Não vou esquecer. E eu não sei em que hora dizer. Me dá um medo. À la Cazuza. E não, eu não adoro um amor inventado. Novelas. Família. Filhos únicos. Brasil.

Elogios. Não sei recebê-los. E não sou bom em fazê-los. Mas se faço é sincero. Puro. Inocente como uma flor. Com espinhos e mel. (Mel?)

Poderia ficar a vida inteira. Ouvindo você e os barulhos das ondas como música ambiente, mesmo. Mas eu não sei a hora. De tudo.

Preciso de um novo modelo de relógio que me diga a hora certa.

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