“Isso é amor. Amor Quente”

15 de junho de 2010

Abri a porta. Lá estava ela. Deitada em minha cama. Como se fosse uma rainha. Minha. Sorriso no rosto e um olhar pidão. Uma garrafa de vinho no meu aparador. Calcinha e sutiã. A taça não estava lá. (Até hoje acredito que foi jogada janela abaixo, ela nega).

Joguei as chaves e meu casaco em cima da cadeira do computador. Peguei a garrafa e tomei um gole já abrindo a gola da camisa. Gravata chata, as odeio desde sempre. Ela começa a se mecher inquieta, me chama de lerdo e etc. Testo a paciência. Falo coisas sem nexo. Sedenta por um beijo não se aguenta e pula em cima de mim. Rasga minha calça. Eu não gostava tanto assim dela. Lá vai a garrafa rumo ao chão. E quem se importa? A porta continua aberta.

Nós dois dançando sem música. Cacos de vidro. Chão vermelho. O corte no meu pé percebido na manhã seguinte. O quê que tem? Só quero estar nela. Sangue, suor e lágrimas. Minha cama jamais seria a mesma. O colchão também. Os lençóis, não importam mais. Ela estava lá. No jogo do amor. Uma frase clichê. Gemidos. Dor e Alegria. Palavrões. Suspiros. Repetições.

Abro a porta. Mais um dia. A cama vazia. A garrafa de uisque no aparador. Frio. E quem se importa? A porta se fechou pra sempre.

* Vamos tomar uma taça de champagne à luz da lua. Só nós dois. E o mundo? Deixa pra lá. *

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