O 17, que na verdade é 10!

3 de maio de 2010

Eu, diante da Tv, todo de branco. Olhando pros caras todos de branco. Esperando ansioso os caras todos de branco. Um hino nacional comandado maestralmente pelo João Carlos Martins. Mas os olhos de 35 mil pessoas ali presentes, mais as milhares que estavam vendo pela Tv, sabiam quem era o real maestro.

O cara feio, magro, alto, de 20 anos (Ah! Meus vintes anos). Todo de branco como os outros. Número 17 as costas. Acho que ele estranhou aquela camisa diferente, habituado com o 10. Sim, a 10 mais famosa do mundo.

Ela estava agora no banco, nas costas do seu antecessor. A 10 e o Messias. O cara que o trouxe pro lado branco da força. Giovanni. Conterraneo do Pará. Paraense, pouca fala, o agora camisa 17. Atende por um apelido que ele gosta GANSO. Paulo Henrique Ganso.

Sorri antes do começo, agradece os gritos de seu nome. Nós que deveríamos agradecer. Aplaudir de pé. Gritar, chorar, gritar de novo. Campeão e qualquer coisa porque aquele camisa 17 é do nosso time.

Gol do Santo André. Empate de Neymar. Gol do Santo André. E o  nervosismo tomava conta de mim. Onde está você, Camisa 17? Aparece assim de repente, como num passe de mágica, quase literalmente. Empate de Neymar. Agradeci ao maestro. De coração. Não questionaria mais nada.

Ele é assim. Responde na bucha. Sempre. Na quarta-feira salvou-nos. Domingo de novo. Leo fora. Marquinhos fora. Gol do Santo André. Brum fora. Hora da onça beber água. Robinho substituído. Neymar idem. E agora? E agora? E agora, meu deus?

É a hora de pedir pra ficar. A hora dos gênios. Como no filme que assisti a tarde: “Virando o Jogo”. O técnico (Gene Hackman) fala: “Os vencedores sempre querem a bola quando o jogo aperta”. E foi o que vimos ontem a tarde. O vencedor querendo a bola. Sempre. E incrivelmente, ninguém conseguia tomá-la dele.

Santos Campeão Paulista de 2010. Sim, a gente conseguiu ganhar com apenas 8 jogadores. Com bolas na trave no fim, com essas coisas que ningupem sabe. Mas principalmente com o Camisa 10, ops, 17.

Gritos ensurdecedores no meu quarto. Até perder a voz. Obrigado, camisa 17.

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