À Madrugada, Valentina

26 de abril de 2010

Lá estava ela, sentada olhando os pingos de chuva cairem pela janela.  Entrara na depressão pós-êxtase. Há tempos não sabia o que era depressão, muito menos êxtase. Mas agora sentia dor, uma pontada profunda no peito. Talvez saudade, mas não sabia o que era saudade. Falta de alguém que não poderia ser alguém pra ela.

Se pegou desenhando um coração com o ar quente de seu sopro no vidro. Será que iria chorar? Não acreditava em si mesma. Não conseguia dormir cedo há tempos…era a dona da madrugada. Andando pelo quarto. À meia-luz…

Sentado no sofá no canto do quarto um vulto, ela nem parece ligar. Já estava acostumada com ele. Seu pequeno anjo protetor. Fruto da imaginação? Ela já nem sabia mais…sempre esteve lá.

Volta à seus pensamentos, sofrimentos, momentos

Acende outro cigarro, bebe mais um gole do seu cowboy. Procura um bom livro ou a TV.

Vira para o anjo que propõe um brinde:

À Madrugada, Valentina.

…e daí em diante viu que não teria mais paz em sua vida…

* texto decidado à uma nova amiga tão talentosa que qualquer elogio será muito pouco*

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Uma resposta to “À Madrugada, Valentina”

  1. Anna Lígia Says:

    O que dizer sobre um texto onde a personagem principal sou eu e, por coincidência – ou não! -, Valentina é a minha personagem. Eu nem saberia explicar, agradecer e/ou elogiar. Talvez que não tenha palavras agora seja eu. Mas será que um Muito Obrigada, brindando à madrugada, seria justo? – Muito Obrigada, angel!


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